Prefeitura suspende envio de cartas para isentos do IPTU

A Prefeitura de São Paulo suspendeu o envio de cartas para os contribuintes informando à população o novo valor venal de seus imóveis e a possibilidade de isenção do Imposto Predial Territorial e Urbano (IPTU) caso a progressividade do imposto seja aprovada na Câmara Municipal. A suspensão foi informada pela própria prefeita Marta Suplicy (PT), no final da manhã de hoje, após ela ter feito palestra para empresários da Arthur Andersen. "A idéia era mandar (as cartas) para os 2,5 milhões de contribuintes e não apenas para os isentos (1 milhão.) Era para todos, dizendo você é isento e você não é isento e vai pagar tanto. Mas por causa da liminar nós suspendemos", afirmou a prefeita. Marta disse que a Prefeitura vai recorrer e tentar garantir na Justiça o direito de voltar a enviar as correspondências. "Se nós conseguirmos ganhar, nós vamos mandar porque é uma informação da Prefeitura para todos os contribuintes." A bancada do PSDB entrou na Justiça pedindo que a Prefeitura devolva aos cofres públicos o dinheiro utilizado para o envio de cerca de 1 milhão de cartas. A carta está sendo interpretada pela Câmara como uma medida política para aumentar a pressão sobre os vereadores. A Força Sindical também ameaça entrar na Justiça contra a Prefeitura por causa do documento. A prefeita também criticou os empresários que programam uma ato contra o IPTU progressivo para amanhã. Eles também planejam fechar as lojas dos shoppings por uma hora no dia 3, além das lojas do centro no dia 10. "Isso é locaute, greve de patrão. Provavelmente, os funcionários deles todos não vão pagar o IPTU e vão estar bastante constrangidos em fazer essa greve", afirmou. No dia 5, o PT e entidades e partidos que apóiam Marta vão realizar um ato em defesa do ITPU progressivo. A manifestação deve ocorrer às 14 horas em frente à Câmara Municipal.

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