Prefeitura vai denunciar PAS ao MP

A prefeitura de São Paulo vai encaminhar hoje ao Ministério Público Estadual uma representação com provas de irregularidades cometidas no módulo 2 do Plano de Atendimento à Saúde (PAS), entre junho de 1996 a dezembro de 1998. As provas do esquema de corrupção no módulo 2 do PAS - que atualmente faz parte do núcleo central e que, nas gestões dos ex-prefeitos Paulo Maluf (PPB) e Celso Pitta (PTN), abrangia as regiões do Butantã e de Pinheiros - estão registradas em sete volumes de documentos, que ocupam cerca de 2 mil páginas.O PAS é um sistema de cooperativa que controla a maior parte das unidades de saúde, com verba da prefeitura. Foi implantado na administração de Maluf e teve continuidade na gestão de Pitta com o nome de Sistema Integrado Municipal de Saúde (Simis). Entre as irregularidades encontradas estão a compra de 4.909 quilos de medicamentos, na véspera do vencimento do prazo de validade e que foram incinerados, e a contratação de serviço de táxi aéreo por helicóptero no valor de R$ 7 mil por mês (posteriormente reduzido a R$ 3.750,00). A contratação do serviço de táxi aéreo envolvia não apenas o módulo 2 do PAS, mas sim todos os 14 módulos do sistema, sendo que nenhum deles possuía heliporto.Também foram constatados pagamentos efetuados mediante a contratação verbal. As provas de irregularidades do módulo 2 do PAS foram encontradas pela própria secretaria municipal da Saúde e pela Procuradoria Geral do Município e apresentadas, no final da manhã de hoje, pela prefeita Marta Suplicy (PT) em entrevista. Segundo Marta, as irregularidades já eram de conhecimento das antigas administrações, mas os processos foram engavetados pelos governos anteriores. "Os processos estavam engavetados e eram de conhecimento dos prefeitos anteriores e de seus secretários de Saúde", disse a prefeita.

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