Prefeituras aprovam cobrança da água do Paraíba do Sul

A cobrança pelo uso da água do Rio Paraíba do Sul não assustou as prefeituras do Vale do Paraíba nem os órgãos de captação e distribuição de água. "Todos já estavam esperando por isso e ninguém foi pego de surpresa", disse o secretário executivo do Comitê da Bacias Hidrográficas do Paraíba do Sul do trecho paulista, Romildo Eugênio de Souza. Ele acredita que por ano as empresa pagarão juntas cerca de 14 milhões pelo uso da água.Em São José dos Campos, a maior cidade da região, com cerca de 500 mil habitantes, a Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente informou que a cobrança será positiva. "Se os recursos forem destinados para a despoluição do rio e para a racionalização da água, é uma boa idéia", disse o vice-prefeito Riugi Kojima. Ele salientou que seria bom se os recursos captados na região fossem destinados às melhorias no Vale. A cidade tem hoje cerca de 50% do esgoto tratado.Na cidade de Taubaté, não há tratamento de esgoto. O município utiliza cerca de 72 mil metros cúbicos de água por dia para abastecer uma população de 300 mil habitantes. O abastacimento é feito pela Sabesp, que teria que gastar R$ 70 milhões para construir uma estação de tratamento de esgoto.Em Jacareí, o esgoto não é tratado e a água é devolvida suja ao Paraíba do Sul. São hoje cerca de 1,5 milhão de litros por mês. O presidente do Serviço de Água e Esgoto (SAAE) da cidade, Davi Monteiro Lino, concorda com a cobrança. "Desde que este dinheiro seja aplicado aqui, tudo bem, concordamos com a medida".Ele salientou que é preciso urgência nos estudos para a cobrança da transposição da água do Paraíba do Sul para o Rio de Janeiro, usada na geração de energia e no abastecimento da cidade. "Hoje, aquele estado consome cerca de 165 metros cubicos de água por segundo, o triplo do que gasta a cidade de São Paulo", afirmou Lino. Ele enfatizou que esta cobrança também precisa ser urgente. "É preciso que todos paguem."

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