Prefeituras do Pontal fazem greve por mais verba

Prefeitos de 32 municípios do Pontal do Paranapanema, no extremo oeste do Estado, fecham as prefeituras no próximo dia 5 para protestar contra o corte nos repasses do governo federal. Eles atribuem parte da crise financeira à forte migração de pessoas para os acampamentos de sem-terra instalados na região, e cobram também verbas prometidas pelo governo estadual. A paralisação foi aprovada por unanimidade pelos 20 prefeitos e 2 representantes que compareceram a uma reunião convocada pela União dos Municípios do Pontal do Paranapanema (Unipontal), em Presidente Prudente. Os 12 ausentes também devem aderir à greve. Serão mantidos funcionando apenas os serviços essenciais. O presidente da Unipontal, José Roberto Pinheiro Nunes (PSDB), prefeito de João Ramalho, disse que a paralisação está sendo articulada em todo o Estado. Outras associações de municípios já aderiram. No Pontal, segundo ele, a situação é mais grave por causa da questão fundiária. "Nossa receita vem caindo e a demanda aumentou muito, em razão dos acampamentos." Os agrupamentos de sem-terra estão presentes em 25 municípios.

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