Prefeituras instalam pedágios em rotas vicinais no interior de SP

Prefeitos de municípios do interior de São Paulo instalarão pedágios em estradas vicinais para taxar motoristas que fogem dos pedágios instalados nas rodovias estaduais. Os prefeitos se dizem cansados de bancar a manutenção dessas estradas, que ficam deterioradas antes do tempo pelo intenso tráfego de veículos pesados, como caminhões que transportam cana de açúcar.Para não pagar os pedágios, os motoristas usam as estradas vizinhas como rotas de fuga, como acontece na região de Catanduva, onde os prefeitos dos municípios de Uchoa, Tabapuã, Ibirá e Elisário, decidiram instalar dois pedágios, que começam a funcionar este mês.Segundo o prefeito Jamil Seron (PSDB), de Tabapuã, o município gasta por ano cerca de R$ 300 mil para fazer a manutenção da estrada. Os caminhoneiros usam12 quilômetros da estrada José Maria Albuquerque para não pagar a taxa de R$ 8,50 na praça de pedágio da rodovia Washington Luís (SP-310). "Cerca de 2,5 mil veículos fazem o desvio por dia e trafegam pela cidade, estragando o asfalto também na zona urbana", diz explica o prefeito.Segundo ele, o pedágio vai cobrar uma taxa de R$ 2 por eixo. "Não conseguirei fazê-los parar de desviar por aqui, mas pelo menos será um gasto a menos com estradas que terei". O município possui cinco rotas vicinais.Como não houve investimentos do Estado nem dos municípios, a estrada vicinal Chaffic Saad, entre Elisiário e Ibirá, está tomada pelos buracos, o que gera reclamações dos motoristas que fogem da praça de pedágio da Washington Luís, mas que agora serão obrigados a pagar R$ 1,50 por eixo a partir de julho, quando o pedágio entrará em funcionando.

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