''Preferia que a deixassem onde está'', diz mãe de vítima

"Eu preferia que a deixassem onde está. É muito doloroso esse resgate. Tudo isso tem sido muito difícil para nós", disse ontem à tarde Iza Furtado Santana, mãe da professora de alemão Izabela Maria Furtado Kestler, de 49 anos, uma das passageiras do voo AF 447. Poucos parentes conversaram ontem com os jornalistas sobre a notícia de que mais corpos haviam sido localizados próximo da área onde o Airbus desapareceu no Oceano Atlântico.     Veja também:  Vídeo: Operação de resgate  Ouça as declarações da noite deste sábado  Ouça a coletiva da manhã deste sábado  Todas as notícias sobre o Voo 447 Especial: Os desaparecidos do voo 447  Especial: Passo a passo do voo 447  Air France divulga lista de brasileiros no Voo 447  Galeria de fotos: buscas do Voo 447  Galeria de fotos: homenagem às vítimas  Blog: histórias de quem quase embarcou  Conheça o Airbus A330 desaparecido no trajeto Rio-Paris   Cronologia das tragédias da aviação brasileira  Cronologia dos piores acidentes aéreos dos últimos dez anos  TV Estadão: Especialista fala sobre o acidente Destroços e óleo recolhidos não são do Airbus, diz Aeronáutica Sem informação sobre Voo 447, França cogita até terrorismo     Peritos da Polícia Federal continuaram durante o domingo o trabalho de coleta de saliva, fio de cabelo e sangue de parentes para um posterior exame de DNA nos corpos encontrados. O advogado Marco Túlio Moreno Marques afirmou que, se algum exame der positivo, a família será chamada para identificar o corpo.Os pais do advogado, José Gregório Marques e Maria Tereza Moreno Marques, estavam no voo AF 447. Ele informou ainda que não pretende ir a Recife e comentou a reação de algumas famílias hospedadas no Rio de Janeiro após o anúncio de que 17 corpos já haviam sido encontrado."Acho que as pessoas estão ficando cada vez mais conformadas, porque estão aparecendo cada vez mais corpos. Imagino que seja um alívio para alguns", disse Marques. Desde a divulgação do desaparecimento do avião da Air France na semana passada, o hotel Windsor Barra, onde estão hospedadas 30 famílias de passageiros, se tornou a base de informações sobre o caso no Rio de Janeiro.Ainda ontem, Angelita de Marchi, presidente da Associação dos Familiares das Vítimas do Voo 1907 da Gol, disse que foi impedida pela Air France de ter acesso à sala onde estão reunidos parentes dos passageiros da Airbus da companhia. Segundo ela, seu objetivo era entregar uma carta e "trazer um pouco de solidariedade."No sábado, a advogada Sandra Assali, presidente da Associação de Parentes e Amigos das Vítimas de Acidentes Aéreos, também relatou ter sido foi impedida pela Air France de ter acesso aos parentes hospedados no Hotel Windsor Barra.

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