Prejuízo é de pelo menos R$ 300 milhões

Principais setores da economia do Vale do Itajaí foram paralisados pelo desastre

Renato Machado, Marianna Aragão e Vitor Hugo Brandalise, O Estadao de S.Paulo

27 de novembro de 2008 | 00h00

A enchente que trouxe destruição e morte a Santa Catarina também causou prejuízo de pelo menos R$ 300 milhões aos principais setores da economia da região do Vale do Itajaí. Além disso, o rompimento do gasoduto que abastece o Estado e o Rio Grande do Sul - ocorrido domingo, na cidade de Gaspar, a 140 quilômetros de Florianópolis - paralisou setores de outras regiões, como o cerâmico. O conserto deve demorar 20 dias."Há indústrias que nem foram alagadas, mas os funcionários ainda não voltaram para o trabalho", diz o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte. É o caso do pólo têxtil de Blumenau e região, onde atuam 65 mil trabalhadores. Desde segunda-feira, cerca de 60% dos funcionários não compareceram. Com as fábricas operando parcialmente, segundo o Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau, as empresas deixam de faturar US$ 10 milhões por dia. No pólo calçadista de São João Batista, o principal problema foram os deslizamentos que isolaram a cidade. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados, Almir Atanázio dos Santos, os componentes não chegam às fábricas e 500 mil pares de sapatos deixam de ser fabricados por dia.A cidade de Criciúma, no sul do Estado, não foi atingida pelas chuvas. Mas o rompimento do gasoduto paralisou todas as empresas cerâmicas da região, responsável por 15% da produção nacional. Sem poder operar, as companhias começaram hoje a dar férias coletivas para 4 mil funcionários. A previsão é de que as fábricas fiquem paradas pelos próximos 30 dias, trazendo prejuízo de R$ 120 milhões.PORTOAs empresas exportadoras do Estado também devem sofrer com os danos causados ao Porto de Itajaí, que teve dois berços de atracação atingidos. A Fiesc estima que cada dia parado represente um prejuízo de US$ 33,5 milhões. Por causa disso, o Terminal de Contêineres do Vale do Itajaí (Teconvi) vai antecipar o início das operações de um novo berço, previsto para 2009. Ele será inaugurado em duas semanas.

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