Roberto Stuckert Filho/PR/Divulgação
Roberto Stuckert Filho/PR/Divulgação

Prejuízos com acidentes de trânsito são 3% do PIB mundial, diz Dilma

Segundo a presidente, porcentual chega a 5% nas nações em desenvolvimento e País tem se empenhado para mobilidade segura

Carla Araújo e Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo

18 Novembro 2015 | 13h38

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou na manhã desta quarta-feira, 18, que investimentos em segurança no trânsito podem trazer benefícios econômicos que, apesar de serem secundários na comparação com a preservação de vidas, são importantes. "Os prejuízos causados com acidentes são estimados em 3% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial e chega a 5% nos países em desenvolvimento", afirmou durante cerimônia de abertura da 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança do Trânsito, em Brasília.

Dilma lembrou que anunciou o apoio do Brasil, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), aos objetivos de desenvolvimento sustentável, entre os quais o de reduzir pela metade até 2020 o número de vítimas de acidente de trânsito e de assegurar a qualidade da mobilidade urbana. 

A presidente destacou as projeções mundiais de crescimento de 30% de acidentes fatais e disse que os países em desenvolvimento têm um papel fundamental na redução desse processo. "Eles respondem por mais de 90% das mortes, ainda que neles circulem apenas 54% da frota mundial", afirmou. 

Dilma destacou que o Brasil tem se empenhado para promover uma mobilidade segura a todos os cidadãos ao investir em manutenção e calçadas, faixas de ônibus, ciclovias e redução de velocidade. "Mobilidade mais eficiente e segura significa vida mais saudável", afirmou.

O Brasil, segundo a presidente, tem como exemplo bem-sucedido a aplicação da Lei Seca, que contribuiu para reduzir entre 2012 e 2013 em 6% o número de mortes, de 44,8 mil para 42,2 mil.

"É a primeira redução consistente após mais de uma década de aumento", disse, destacando que o número de mortes causadas como consequência do uso de álcool "ainda é muito elevada". 

Ela destacou, entretanto, que "a batalha" contra a violência no trânsito é maior do que a criação de novas leis e que é preciso promover uma mudança cultural e um trabalho de conscientização.

Por fim, Dilma disse que também é de responsabilidade da indústria automobilística que se incorpore tecnologia de segurança nas linhas de produção de todo o mundo. Segundo ela, "não há desculpas" para não se investir em segurança. 

Conferência. A Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança do Trânsito, que acontece entre quarta-feira e quinta-feira, 19, em Brasília, tem como meta debater e avaliar iniciativas para reduzir mortes e lesões ocorridas no trânsito em todo o mundo. Participam dos debates mais de 1,5 mil pessoas, representantes de 120 países.

Um dos objetivos do grupo é criar mecanismos para evitar 5 milhões de mortes no trânsito por meio de programas que aumentem a segurança nas vias. 

Participaram da cerimônia de abertura também os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Gilberto Kassab (Cidades), Marcelo Castro (Saúde) e representantes da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

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