Prejuízos para comércio baiano superam R$ 500 milhões

Necessidade de encerrar as atividades antes do anoitecer é um dos motivos para as perdas

Tiago Décimo,

11 Fevereiro 2012 | 11h56

Após doze dias de paralisação parcial da Polícia Militar na Bahia, os comerciantes do Estado acumulam prejuízos superiores a R$ 500 milhões, segundo a Associação das Câmaras de Dirigentes Lojistas da Bahia (ACDL-BA). "O pior é que os maiores prejudicados foram os micro e pequenos empresários, proprietários de lojas populares de rua", diz o presidente da entidade, Antoine Tawil.

De acordo com ele, a necessidade de encerrar as atividades antes do anoitecer, para evitar assaltos e arrastões, e a forte queda na circulação de consumidores nos principais pontos de comércio popular nas maiores cidades da Bahia são os principais responsáveis pelo prejuízo - que não contabiliza os arrombamentos e saques registrados nos primeiros dias da greve da PM.

"Esperamos que o governo do Estado esteja concentrado em resolver essa situação o mais rápido possível, porque sem a volta de todos policiais ao trabalho ninguém estará bem", afirma Tawil. "Depois disso, sentaremos com o governo para apresentar uma pauta de reivindicações para ser negociada, porque o prejuízo foi enorme. Os secretários estaduais de Indústria e Comércio (James Correia) e da Fazenda (Carlos Martins) se colocaram à disposição para ouvir o segmento e tratar dessa questão com a gente."

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