Presa quadrilha das rochas ornamentais

Grupo é acusado de movimentar R$ 290 mi com sonegação e propina

Felipe Werneck, O Estadao de S.Paulo

11 de dezembro de 2007 | 00h00

Acusados de movimentar R$ 290 milhões nos últimos dez meses com sonegação de impostos e pagamento de propinas, empresários e funcionários do setor de rochas ornamentais e fiscais do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) foram presos ontem pela Polícia Federal no Espírito Santo e no Rio. A quadrilha é acusada de crimes ambientais, evasão de divisas, tráfico de influência, além de sonegação de impostos e corrupção ativa e passiva. Foram presas 13 pessoas, entre elas o libanês Roland Feiertag, apontado como chefe do grupo e único a ter o nome divulgado. As apurações começaram há dez meses. Segundo informações da PF, as fraudes fiscais eram realizadas por meio da emissão de notas fiscais frias, da utilização de uma mesma nota para lastrear a venda de vários blocos de granito ou de mármore e pela ocultação de faturamento com prática de caixa 2.Na operação de ontem, batizada de Monte Líbano, policiais apreenderam 14 carros, armas sem registro, jóias e carimbos que teriam sido usados para a emissão de notas fiscais falsas.Os 125 policiais que participaram da Monte Líbano cumpriram 22 mandados de buscas e apreensão expedidos pela 2.ª Vara Criminal Federal de Cachoeiro de Itapemirim (ES), além dos 13 de prisão temporária, um deles no Rio.Segundo a PF, o suspeito detido no Rio havia deixado o Espírito Santo para assistir ao show da banda inglesa The Police, realizado no Estádio do Maracanã na noite de sábado. Seguido por policiais, ele foi preso na casa da sogra.

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