Presa quadrilha que se preparava para assalto no Morumbi

Nenhum dos ladrões entendeu o que deu errado. Tudo parecia perfeito. O grupo, liderado por um advogado criminalista, planejava o roubo havia mais de um mês. Providenciaram carro com logotipo da Eletropaulo, que levava até uma dessas escadas usadas em consertos da rede elétrica. Os bandidos vestiam uniformes da empresa e, sob o pretexto de fazer um reparo, pretendiam invadir a casa de uma comerciante no Morumbi, na zona sul de São Paulo. Mas, quando se dirigiam ao lugar, às 10 horas desta segunda, foram cercados e presos por investigadores do Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc). Sete acusados de compor o bando foram levados à sede do Denarc, no Butantã, na zona oeste. A prisão ocorreu na Avenida das Nações Unidas, perto de um hipermercado. Depois o grupo ficou sabendo por que tudo havia dado errado: os investigadores estavam acompanhando o planejamento do roubo havia quase um mês. Os policiais investigavam um grupo de traficantes de drogas quando souberam do planejamento de um roubo milionário. O Denarc filmou reuniões dos acusados e gravou as conversas do advogado Geraldo de Paiva Gonçalves, de 40 anos, com os demais acusados. Gonçalves se declara inocente. O grupo usava em três veículos. Em um Uno, estava o motorista de lotação Jefferson Martins de André, 26 anos, e o pintor Humberto Lourenço dos Santos, 23 anos. O carro tinha o logotipo da Eletropaulo e levava a escada no teto - seus ocupantes usavam uniformes da empresa. Em um Gol, estavam quatro acusados: o cobrador Thiago Reis de Andrade, 20 anos, o pintor Jorge Nogueira da Silva, 37 anos, e o comerciante Rui Barbosa Guimarães, 48 anos. O advogado dirigia seu Corolla. Com o bando, os policiais apreenderam dois revólveres e uma prancheta com o endereço da casa da vítima e uma ordem de serviço falsa da Eletropaulo. "Eles tinham informações de que a vítima guardava muito dinheiro em casa", disse o delegado Cosmo Stikovics, do Denarc. A polícia decidiu prender o bando antes do roubo para proteger a vítima.

Agencia Estado,

27 Fevereiro 2006 | 20h57

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