Presas acusadas de ligação com o PCC lideram rebelião em SP

Duas detentas da Penitenciária Feminina da Capital, que fica atrás da antiga Casa de Detenção do Carandiru, na zona norte de São Paulo, iniciaram na noite deste sábado uma rebelião que se espalhou entre as outras cerca de 500 presas do local. Duas funcionárias são mantidas como reféns e foram feridas. A Tropa de Choque entrou na cadeia e negocia com as presas o fim da rebelião. Segundo a polícia, por volta das 22 horas, a situação começou a se normalizar. Foi o primeiro motim no Complexo Carandiru desde a desativação da Detenção.Segundo funcionárias da penitenciária, as duas detentas ? que seriam ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e teriam chegado na semana passada ao local ? iniciaram a rebelião para protestar contra os maus-tratos que algumas colegas receberiam em uma cela conhecida como castigo.As demais presas se amotinaram em seguida, colocando fogo em vários pontos do pátioe rendendo as duas agentes. As rebeladas pediam a presença do governador Geraldo Alckmin e da imprensa. Policiais Militares, a Tropa de Choque e o Corpo de Bombeiros foram acionados para tentar acabar com o tumulto. O helicóptero Águia da PM também participou da ação. Um tenente da PM, identificado como Willians, estava no grupo de negociações e levou uma pedrada na testa. Ele foi levado para um pronto-socorro. Segundo a polícia, não houve fugas.

Agencia Estado,

28 de setembro de 2002 | 22h43

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