Presas promovem rebelião em penitenciária de Ribeirão Preto

Por volta das 15 horas de terça-feira, duas horas após ser encerrada a rebelião de presos na Penitenciária de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, região central do Estado, uma nova rebelião estourou na cidade. O motim desta vez foi na Penitenciária Feminina, construída para abrigar 300 mulheres mas possui, atualmente, 339. A Polícia Militar cerca a unidade prisional para evitar uma fuga. Dois agentes penitenciários, um casal, são mantidos reféns. Segundo informações da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), os funcionários não foram maltratados pelas detentas, que reivindicam um número maior de visitas e o aumento na quantidade das refeições diárias. As negociações entre o coordenador das unidades da região Noroeste do Estado, Antônio Paulo Veronesi, a direção do presídio e as presas rebeladas foram suspensas e só serão retomadas após às 7 horas desta manhã de quarta-feira. Presídio masculino A rebelião na unidade masculina havia terminado às 13h de ontem, quando os presos liberaram as 11 pessoas que eram mantidas reféns e encerraram a rebelião que começou na manhã de 2ª feira. Os cerca de 1.100 detentos protestavam contra o rigor nas revistas das visitas femininas durante os finais de semana. Um dos motivos principais da medida é que, nos dois últimos finais de semana, durante a revista, foram encontrados drogas, como LSD, cocaína e maconha, geralmente nas vaginas das mulheres de detentos ligados ao PCC.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.