Presas se rebelam contra mãe que violou filha de 2 anos

As 70 detentas do Presídio Feminino de São Vicente fizeram nesta terça-feira um motim, queimando colchões e ateando fogo nas celas, em protesto pela presença de Marilu dos Santos, a mulher que foi presa em flagrante, neste domingo, em Peruíbe, sob a acusação de, junto com o marido, o pedreiro Walter Aparecido de Souza, violentar a própria filha, de apenas 2 anos. Quando chegou àquele estabelecimento, na segunda-feira, a dona de casa, de 22 anos, foi encaminhada para a cela do seguro, onde permanecia detida até esta terça, a fim de ser protegida de um eventual linchamento, por ter praticado um crime considerado hediondo. O estado de saúde da menina, V.S., é gravíssimo. Ela ainda respira com a ajuda de aparelhos. A médica que atendeu a criança no Pronto-Socorro Municipal de Peruíbe, no final da tarde deste domingo, ficou impressionada com os ferimentos nos órgãos sexuais da criança. Ela chamou a atenção dos policiais militares, que desconfiaram da aparente tranqüilidade dos pais, diante da gravidade do caso. A mãe acabou confessando ?que teria recebido uma mensagem de Jesus para praticar o crime?. O pai de V.S., também preso em flagrante, foi transferido nesta terça para a Cadeia Pública de Itanhaém.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.