Presença de Bush não muda rodízio de veículos em São Paulo

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PFL), afirmou que não está em cogitação a suspensão do rodízio municipal na sexta, dia 9, em razão da visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ao Brasil. "Em princípio, não há previsão de suspensão do rodízio", disse o prefeito nesta quinta-feira, 8, após participar da inauguração do Expresso Tiradentes, antigo Fura-fila.O rodízio de veículos restringe o tráfego de veículos conforme as placas e dias da semana no chamado centro expandido da cidade, durante os horários de pico, das 7 às 10 horas e das 17 às 20 horas. Se a medida for suspensa, os veículos com placas final 9 ou 0 poderão circular normalmente na cidade. Por questões de segurança, os locais e horários por onde o presidente vai passar não foram divulgados. Bush e a primeira-dama, Laura Bush, vão chegar na noite de quinta-feira no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos. De lá, seguem para o Morumbi, na zona sul da cidade, onde vão ficar hospedados no hotel Hilton. Por conta da presença do casal, a Avenida Luís Carlos Berrini ficará interditada. Na sexta-feira, o presidente deve começar o dia reunindo-se com representantes de seu governo no hotel ou no Consulado dos Estados Unidos, na Chácara Santo Antônio. Depois, segue para Guarulhos, onde deve se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no terminal da Transpetro de Guarulhos. De tarde, após reunir-se com Lula, Bush volta ao Morumbi para visitar o projeto social Meninos do Morumbi. Assim, entre quinta e sexta-feira, a comitiva do presidente dos Estados Unidos deve passar quatro vezes pelo trajeto de cerca de 40 quilômetros entre Guarulhos e o Morumbi. Todas as rotas devem ser cumpridas por terra e as vias por onde ele passará terão de ser fechadasOs bairros mais atingidos pelas interdições e bloqueios devem ser Brooklin, Chácara Santo Antônio, Cumbica, Jardim Paulista, Morumbi, Pinheiros e Vila Madalena. Na Bela Vista, região central da cidade, também poderá haver interdições, já que lá fica o Hospital Sírio Libanês, que vai ficar de prontidão para qualquer emergência com Bush.Primeira-dama Laura Bush, primeira-dama dos Estados Unidos, tem dois compromissos marcados para sexta-feira que podem atrapalhar o trânsito da cidade. Ela vai visitar a sede do projeto social Alfabetização Solidária, nos Jardins, de onde segue para a Vila Madalena, na região oeste de São Paulo.Na Vila Madalena, Laura visita a ONG Cidade Escola Aprendiz. Por motivos de segurança, as ruas por onde a primeira-dama passar também vão ser bloqueadas. Com isso, ela também deve ficar longe das manifestações programadas contra a presença de seu marido ao País.PedestresO paulistano que pensou que andar a pé seria a solução para enfrentar o caos no trânsito, por causa da visita do presidente George Bush, pode mudar de plano. O esquema de segurança montado pelo Exército prevê que até o tráfego de pedestres será fechado em algumas das vias de São Paulo. O Comando Militar do Sudeste (CMSE) informou na quarta-feira, 7, que será necessário fechar completamente ruas da Cidade, mas não divulgou quais. Em outras, somente veículos serão proibidos de passar. O itinerário da comitiva de 60 carros do presidente Bush, que chega hoje ao Brasil, ainda é guardado a sete chaves pelo Exército. A segurança com o presidente americano preocupa tanto que ela levou o Exército a criar um órgão especialmente para coordenar todas as ações necessárias à segurança em São Paulo. Trata-se do Comando de Operações de Segurança Integrada (Cosi). Ao todo, cerca de 4 mil homens devem participar da operação, entre militares, policiais e integrantes do serviço secreto americano.O espaço aéreo de São Paulo não será fechado, mas terá restrições a partir de hoje. Segundo a Aeronáutica, em todos os pontos fixos onde o presidente estiver, os sobrevôos de aeronaves ficarão proibidos em um raio de cinco quilômetros. A medida não deve atrapalhar nem aviação regular, nem aviação geral - que inclui jatos e táxis aéreos. O máximo que pode acontecer é algum helicóptero ter de desviar para chegar ao destino. A segurança aérea também foi reforçada, o número de aeronaves de defesa aumentou em bases mais próximas a Cidade. ManifestaçõesDuas manifestações estão marcadas para protestar contra a presença de Bush na cidade. Nesta quinta-feira, a Pastoral da Mulher Marginalizada e outras organizações pretendem reunir milhares de manifestantes a partir das 15 horas na Avenida Paulista. A passeata será em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, mas vai aproveitar para protestar contra a visita do presidente dos Estados Unidos.Na sexta-feira, a União Nacional dos Estudantes (UNE) promete reunir 500 mil manifestantes para seguir o presidente Bush, de microônibus, por onde ele passar.

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