Presidência nega 'investigação paralela' sobre voo AF 447

Associação de vítimas disse que Aeronáutica seria acionada; Cenipa já acompanha trabalhos

Rafael Moraes Moura, O Estado de S. Paulo

26 Agosto 2011 | 15h41

BRASÍLIA - A Presidência da República negou que o governo brasileiro vá abrir uma "investigação paralela" do acidente com o voo AF 447, ocorrido em maio de 2009. Nesta sexta-feira, 26, o presidente da associação dos familiares de vítimas da tragédia, Nelson Lima, afirmou que "a presidente entendeu, tomou as providências cabíveis e vai designar o Cenipa, que agora vai investigar". De acordo com a Presidência, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) já acompanha as investigações em andamento.

Segundo a Presidência, o governo colocou-se à disposição para dar "suporte" aos familiares. Já o Cenipa vai participar de reunião com integrantes do Ministério da Ciência e da Tecnologia e do Coppe (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro) para fazer uma "leitura técnica" dos documentos da investigação.

Hoje, o presidente da associação dos familiares reuniu-se durante uma hora com a presidente Dilma e com o brigadeiro Carlos Alberto da Conceição, chefe do Cenipa, no Palácio do Planalto.

"O ultimo relatório preliminar (feito pelo BEA, escritório francês de investigação) veio culpando os pilotos, que nada tinham a ver. Esperamos a verdade. Tenho certeza que o governo francês, que é dono tanto da Airbus quanto da Air France, está apenas preservando o emprego dos franceses", criticou Nelson.

 

Texto atualizado às 16h05.

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