Presidenciáveis repetem fórmula em debate, aponta Clarín

Os jornais argentinos dão início à cobertura sobre a reta final da campanha eleitoral brasileira. Para o Clarín, o debate desta segunda não apresentou novidades. "Os dois candidatos, como ocorreu nos primeiro e segundo encontros, buscaram provocar impacto naquelas faixas do eleitorado onde cada um se sente mais frágil". Neste sentido, o jornal afirmou que Lula "orientou suas respostas às propostas para a classe média, um setor que lhe falta conquistar". Enquanto que Alckmin "insistiu na ética e voltou a ligar o PT com a corrupção"."Dívida social versus ajuste público", titulou o Página 12, em sua reportagem sobre o debate. "Lula reiterou sua postura na luta contra a desigualdade social e em favor das empresas do Estado e Alckmin voltou a insistir com suas denúncias de corrupção", sintetizou.Em outra reportagem, Página reproduz a entrevista que o Ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, concedeu ao El País, de Madri, na qual "ataca o clima de golpe político que tenta deslegitimar uma eventual vitória de Lula".O ministro admite o temor de que "se articule uma trama parecida à que houve nas eleições de 1989". Naquela ocasião, relembra, um empresário foi seqüestrado por um indivíduo que vestia uma camiseta do PT "para implicar-nos nessa operação". E isso, continua, é possível na situação política brasileira. "Lhe diria que hoje existem sintomas políticos no sentido de que se busca criar um ambiente de instabilidade", acusa.

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