Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Presidente afastado da Vale adia depoimento em CPI de Brumadinho após cirurgia

Fábio Schvartsman informou que não pode depôr em inquérito que investiga rompimento de barragem por recomendação médica, após operar catarata

Teo Cury, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2019 | 18h10

BRASÍLIA - Em recuperação após uma cirurgia de catarata no olho direito, o presidente afastado da Vale, Fabio Schvartsman, comunicou à senadora Rose de Freitas (Pode-ES) nesta segunda-feira, 18, que não poderá prestar depoimento na comissão parlamentar de inquérito (CPI) que apura as causas do rompimento de uma barragem da mineradora em Brumadinho (MG). A audiência estava marcada para esta quinta-feira, 21. 

“Às 20h do dia 14 de março de 2019, fui submetido a cirurgia de Facectomia por Facoemulsificação com Implante de Lente Intra-Ocular (LIO) no olho direito, necessitando, por recomendação médica, ficar em repouso durante sete dias contados a partir da data do procedimento”, informou o executivo. A senadora é presidente da CPI.

A convocação de Schvartsman foi a primeira medida adotada pela comissão, durante reunião na última quarta-feira, 13. O requerimento, de autoria dos senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), também determina a convocação do presidente interino da mineradora, Eduardo Bartolomeo, para prestar esclarecimentos. Ainda não há uma data para sua oitiva.

“Encareço a vossa excelência a gentileza de reagendar a citada reunião para data futura, em oportunidade na qual, recuperado, estarei à disposição desta CPI para prestar os devidos esclarecimentos referentes ao tema investigado”, escreveu. 

O rompimento da barragem de rejeitos na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, deixou ao menos 203 mortos. Segundo a Defesa Civil de Minas Gerais, 105 pessoas ainda estão desaparecidas, dois meses após a tragédia. Um total de 395 pessoas foram encontradas com vida na região após a tragédia.

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