Presidente afirma que criou 7 milhões de empregos

"Quando o desemprego vai diminuir de fato?", essa foi a pergunta feita ao presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por uma eleitora indecisa no debate realizado pela Rede Globo nesta sexta-feira. "O desemprego tem diminuído. Não na medida que precisamos, mas a economia está preparada para crescer muito e criarmos empregos", afirmou. Lula afirmou que nos últimos quatro anos foram criados 7 milhões de empregos e, desses, 5 milhões com carteira assinada. "Muito mais que nos últimos 20 anos por conta dos problemas na economia do País", alfinetou o petista. Segundo ele, a economia estava atrofiada nos últimos 20 anos e agora os bons resultados tornam possível que se consiga financiamento para habitação na Caixa Econômica Federal. "Vamos trabalhar intensamente para que o desemprego caia no País", comprometeu-se.Já o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) lamentou a questão do desemprego dizendo que é "difícil ter uma família em que não tenha alguém desempregado". O tucano voltou a falar dos problemas de crescimento na economia brasileira. "O País está perdendo oportunidade e cresce menos que Paraguai e Bolívia", disse. Lula respondeu dizendo que Alckmin gosta de brincar porque acha que o povo não vai checar os números. E citou os avanços da economia na sua gestão, como a construção de plataforma da Petrobras. "Nós estamos recuperando a economia. O País estava quebrado", disse. E alfinetou o tucano: "Pergunta para o Serra (José Serra) se dá para comparar o Brasil com o Paraguai? O Serra sabe". Alckmin respondeu que "a realidade não é essa, que o povo está sofrendo no interior". Ele recordou o aumento da carga tributaria, que está em 38%, e afirmou que o País tem a maior taxa de juros do mundo. "O governo anterior foi melhor que o dele porque agora ele tem o maior crescimento mundial a 5% enquanto o Brasil chega a 2%", criticou.Lula discordou dos dados trazidos por Alckmin. "A economia cresceu. Inflação e juros baixaram. Os trabalhadores sabem que podem pegar empréstimo pela metade dos juros. A economia não está como quero. Quero ela muito melhor", afirmou.

Agencia Estado,

27 de outubro de 2006 | 23h38

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