Presidente atribui falhas na saúde a fim da CPMF

Presidente atribui falhas na saúde a fim da CPMF

Em entrevista a rádios da Bahia, presidente diz que investimentos voltarão se for criado novo imposto que substitua o do cheque

Leonencio Nossa, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2010 | 00h00

Embora admita a frustração com sua política para a saúde, o presidente Lula deixou claro ontem qual será seu discurso sobre as falhas do governo na área. Em entrevista a rádios da Bahia, ele jogou a culpa na oposição no Congresso, que não aprovou a prorrogação da CPMF, pela falta de investimentos na área.

"A tentativa deles não era para prejudicar o pobre", disse. "Tiraram a CPMF para me prejudicar, por birra, quase por vingança."

Lula disse que não é possível governar sem alianças com outros partidos e, por isso, tinha aprovado quase todos os projetos enviados ao Legislativo. Foi quando se queixou do fim da CPMF, que teria deixado Estados e prefeituras sem dinheiro.

Sem citar diretamente o PSDB, Lula disse que a oposição "mente" quando não associa a falta de investimentos no setor ao fim da CPMF. "Retiraram R$ 40 bilhões da saúde", afirmou. O presidente disse que a má qualidade dos serviços de saúde vai acabar quando os oposicionistas perceberem a necessidade de um imposto para compensar as perdas com a CPMF.

O presidente lembrou que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, teve dificuldades de aprovar uma reforma da saúde. Desde que lançou a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência, Lula tem conversado com seus assessores mais próximos sobre estratégias para não perder pontos no embate com a oposição sobre a área da saúde.

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