Presidente Bernardes está com muito medo de Beira-Mar

Líderes da região de Presidente Prudente mobilizaram-se contra a permanência do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, no Centro de Readaptação Penitenciária, o Piranhão, em Presidente Bernardes, a 20 quilômetros de Prudente, e pediram ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) que, no máximo, seja cumprido o período de emergência de 30 dias.O prefeito bernardense, padre Umberto Laércio Bastos de Souza (PTB), disse que não sabia da transferência. Por volta das 10 horas desta quinta, pelo telefone, Souza pediu reforço policial a Alckmin, que garantiu atendimento à solicitação.Moradores de Presidente Bernardes, que tem 15 mil habitantes, manifestaram temor com a possibilidade de integrantes da quadrilha de Beira-Mar irem para a cidade, como a dona de casa Ivonete Francisca Pinto. "Bernardes viverá 30 dias de tensão", declarou Ivonete, moradora do distrito rural Nova Pátria. "A gente, que mora na zona rural, fica assustada porque se eles vierem vão ficar escondidos em sítios ou fazendas."Para o lavrador Francisco Mendonça, a paz "deixou o município há muito tempo". "Desde a construção desses presídios, Bernardes, que era conhecida como a cidade da amizade, está muito estranha", comentou.O deputado federal Paulo Lima (PMDB), único parlamentar da região a se reeleger no ano passado, ocupou nesta quinta-feira a tribuna da Câmara em Brasília. Fez um pronunciamento cuja cópia foi remetida a Alckmin, com o apelo para que não deixe Beira-Mar permanecer em Bernardes.Para ele, a cidade está numa região de conflito agrário, que é a do Pontal do Paranapanema, e não comporta abrigar o traficante, que tem envolvimento com o tráfico colombiano e é procurado internacionalmente.Veja o especial:

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