Presidente da Anac descarta apagão aéreo no fim do ano

Solange não acredita que categoria cumpra a ameaça e diz que atrasos são 'coisas do passado'

Alberto Komatsu, da Agência Estado,

10 de dezembro de 2008 | 13h27

A presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Paiva Vieira, descartou no fim da manhã desta quarta-feira, 10, a possibilidade de haver um apagão aéreo no final do ano. Segundo ela, os atrasos e cancelamentos de vôos em aeroportos de todo o País, ocorridos principalmente no segundo semestre de 2006 por causa de uma greve de controladores de tráfego aéreo, são "coisas do passado".   Solange também disse não acredita nem espera que haja uma greve de aeronautas, aeroviários e aeroportuários, que ameaçam parar suas atividades na véspera do Natal. Aeroviários e Aeronautas reivindicam 10% de reajuste salarial, mas em reunião realizada ontem as empresas aéreas ofereceram 7,2% de reajuste e não houve acordo. Nova rodada de negociações acontece nesta sexta-feira, 12.   Caso haja uma greve, Solange contou que será acionado um plano de contingência que prevê a utilização de aviões da Força Aérea Brasileira e de integrantes da Aeronáutica para auxiliar na operação dos aeroportos.   O diretor da Anac, Marcelo Guaranys, diz que as empresas aéreas se comprometeram neste final de ano em manter aviões e trabalhadores extras, no caso de haver algum problema. As companhias, segundo ele, também informaram que não fazer overbooking e entraram num acordo que prevê o endosso de passagens aéreas entre elas se um vôo tiver atraso de mais de duas horas.   Privatização   Em relação à privatização dos aeroportos, a presidente da Anac afirmou que o modelo de concessão dos terminais deverá ser concluído no segundo semestre de 2009. Ela lembrou que a elaboração do modelo é de responsabilidade da agência, mas que a escolha de qual aeroporto passará para a administração da iniciativa privada é da Casa Civil e da Presidência da República.   Solange também calcula que a discussão sobre a abertura do Santos Dumont para vôos nacionais - atualmente só são operados a ponte aérea, vôos de táxi-aéreo e regionais - deverá ser concluída no primeiro trimestre de 2009.   Sobre a melhor solução para a infra-estrutura aeroportuária, o diretor da Anac, Alexandre Gomes de Barros, avalia que a melhor solução seria melhorar o acesso ao Aeroporto Internacional de Viracopos, o que ajudaria a desafogar o tráfego de Congonhas e de Cumbica.

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