Presidente da Anac vistoria Congonhas e 28% dos vôos atrasam

Solange Vieira foi ao aeroporto de SP na manhã desta sexta; passageiros enfrentam filas e vôos cancelados

21 de dezembro de 2007 | 16h34

O número de vôos atrasados chegava a 28% às 18 horas desta sexta-feira, 21, segundo balanço da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). Dos 1.502 vôos programados até o horário, 421 tinham atrasos superiores a uma hora e 122 tinham sido cancelados. Às vésperas do Natal, os passageiros voltaram a enfrentar problemas nos principais terminais do País. Nesta manhã, a presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vistoriou o Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista.    Após declaração de Lula, Jobim nega outro caos Passageiro não será ressarcido por vôo atrasado Conac revoga resolução que transferia vôos Gol terá três aviões de reserva no fim de ano   O Aeroporto Internacional de São Paulo (Cumbica), em Guarulhos, tinha 22,7% dos vôos atrasados. Entre os 176 previstos até o horário, 40 tinham atrasos superiorea a uma hora e 10 haviam sido cancelados, segundo a Infraero. Em Congonhas, outros 40 vôos estavam atrasados. O número equivale a 18% dos 222 programados, sendo que 28 tinham sido cancelados até às 18 horas.   Problemas no Rio   No Rio de Janeiro, a situação ficou tensa apenas de madrugada quando alguns vôos atrasaram e houve discussões entre passageiros e funcionários das companhias aéreas. O caso mais grave foi do vôo 6328, da Ocean Air, para Maceió, cujo embarque marcado para 21h15 de sexta-feira aconteceu apenas 12h20.   Às 18 horas, 26,3% dos 133 vôos previstos tinham atrasos. Eram 35 vôos fora do horário e outros 10 cancelados. No Aeroporto Santos Dumont, a situção era mais calma. Dos 59 previstos, cinco tinham atrasos superiores a uma hora e 20 tinham sido cancelados.   "Isso é um absurdo, um desrespeito", lamentou a empregada doméstica Inácia Silva, de 60 anos. A OceanAir pagou o transporte para que ela não dormisse no aeroporto, mas Inácia embarcou apenas após a intervenção dos fiscais da Anac. Os quarenta fiscais que atuaram no Tom Jobim se concentraram em resolver os casos em que atrasos comprometiam as conexões seguintes dos passageiros.   "Achei a atuação deles satisfatória, porque impediu que eu perdesse o vôo", disse o engenheiro Marcelo Santana, de 31 anos. Ele quase perdeu a conexão em no Aeroporto de Congonhas para o de Navegantes (SC), porque a companhia anunciou que seu vôo atrasaria três horas e meia.   "Os fiscais estão orientados para acomodar os passageiros em outras companhias em caso de cancelamentos ou atrasos. Não tivemos uma situação caótica. Os atrasos e filas foram provocados pelo mau tempo em algumas capitais e pelo excesso de passageiros comum nesta época do ano", declarou o gerente regional da Anac no Rio, Enzo Schiavo.   A fila que mais irritou os passageiros foi a do check-in da Gol que tinha mais de 500 metros e quase chegava ao Terminal 2 do Galeão. "Perdemos um amigo nosso no acidente da TAM, em julho. Mais um Natal e nada mudou", reclamava o funcionário público Carlos Baraldi, 34. Acompanhado da esposa Kátia Baraldi, de 30 anos, ele tentava embarcar para São Paulo após passar férias no Rio.   De acordo com funcionários da Gol, a fila ocorreu pelo grande número de passageiros, mas ninguém perdeu o vôo por causa da espera, pois as pessoas que tinham embarque imediato eram retiradas da fila para o check-in. Apesar das reclamações, a Ouvidoria da Infraero informou que nenhuma queixa foi registrada até o começo da noite desta sexta.   (Com informações de Pedro Dantas, de O Estado de S. Paulo.) Texto alterado às 18h35 para acréscimo de informações.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.