Presidente da Câmara de SP obtém desbloqueio dos bens

A Justiça decretou nesta terça-feira o desbloqueio dos bens do presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Arselino Tatto (PT). O vereador, a mulher, Maria José Barros da Silva, a sogra, Terezinha Aparecida da Silva, e a cunhada, Patrícia Barros, foram acusados de enriquecimento ilícito, por reter parte dos salários de funcionários do gabinete. Eles seriam obrigados a devolver de 60% a 100% do salário.O advogado de Tatto, Luiz Bueno de Aguiar, recorreu um dia depois da decisão, em maio do ano passado. "O Tribunal de Justiça entendeu que o bloqueio não procedia", disse. Os bens das mulheres continuam bloqueados, porque o recurso movido pelo advogado delas ainda não foi julgado. Mas a tendência é que o TJ dê parecer favorável a elas, já que o valor é menor que o do vereador.Tatto e a família foram acusados de ter desviado R$ 325 mil dos vencimentos dos funcionários entre março de 1989 e julho de 1996. Na época do bloqueio, o vereador chegou a ter o sigilo bancário quebrado pela Justiça. Ele nega o desvio e afirma que o dinheiro fazia parte da contribuição partidária a que todos os funcionários que trabalham em gabinetes do PT estão sujeitos.

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