Presidente da Febracta cumpre prisão disciplinar a partir de 2ª

Moisés Gomes de Almeida ficará 15 dias preso por contestar decisões da Força Aérea e incitar colegar no Orkut

Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo,

11 de maio de 2008 | 18h46

O presidente da Federação Brasileira das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo (Febracta), suboficial Moisés Gomes de Almeida, cumpre a partir desta segunda-feira, 12, mais 15 dias de prisão disciplinar, determinada pelo Comando da Aeronáutica. Ele teve a prisão decretada por contestar decisões da Força Aérea e incitar colegas, por meio do Orkut (página na internet de relacionamento pessoal), nove meses atrás. Advogados do militar classificaram o ato como "perseguição política" e pretendem recorrer da decisão da Aeronáutica.  Esta é a segunda prisão da Moisés. A primeira foi em junho do ano passado, por ter dado entrevista à rádio CBN, quando contestou afirmações do comandante da FAB, brigadeiro Juniti Saito, sobre as deficiências do sistema de controle do tráfego aéreo. As mensagens no Orkut, que geraram, agora, a nova ordem de prisão, foram publicadas em agosto do ano passado. Na primeira, intitulada "Será que falhamos?", Moisés pede mais transparência no setor e que os controladores sigam todos os passos da legislação do tráfego aéreo em vigor, ainda que tenham de pagar o preço de novas prisões por contrariar ordem de algum superior hierárquico, que esteja em desacordo com as regras legais do ATC. Em 26 de agosto, em nova mensagem na página dele, intitulada "Recado aos controladores do Brasil", o presidente da Febracta disse que os controladores estão fortalecidos, que estão se mobilizando para defender os colegas presos e perseguidos. Afirmou, ainda, que sonha em ver um Controle de Tráfego Aéreo Brasileiro "livre de tantos equívocos, tanta incompetência, tanta ignorância e tantas ações presidente da Febracta 'desplanejadas'". Moisés pediu todos os controladores se unam, apoiando as associações.

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