Presidente da Infraero diz que não foi comunicado de demissão

Apesar de negar a saída, brigadeiro admite que "tudo que entra sai, tudo que sobe desce"

Isabel Sobral e Leonardo Goy, da Agência Estado,

30 Julho 2007 | 17h18

Apesar da confirmação de que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, vai mesmo demitir o presidente da Empresa Brasileira de Infra-estrutura, brigadeiro José Carlos Pereira, o presidente da estatal chegou, no início da noite desta segunda-feira, 30, para acompanhar a reunião do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac).   Cercado por jornalistas, Pereira negou que tivesse sido comunicado de sua demissão e reafirmou que não pretende renunciar ao cargo. Apesar de toda pressão e do vazamento da informação de que ele será substituído, ele disse que "a possibilidade de demissão está fora de questão". "Eu fui colocado aqui e preciso sair da mesma forma como fui colocado", disse.   Questionado se teme ficar marcado como culpado pela situação dos aeroportos, Pereira disse: "Ninguém deve ter medo de ser martirizado. Não há martírio. O que há são substituições normais." E acrescentou: "Tudo que entra, sai. Tudo que sobe, desce."   Apesar de não admitir que estaria sendo demitido, Pereira fez, em entrevista à imprensa, diversas observações sobre seu eventual substituto. Afirmou, por exemplo, que toda mudança implica em alguma diferença. "Quando se muda um gestor, a grande esperança é de que as coisas melhorem", comentou.   Questionado sobre qual deveria ser o perfil do novo presidente da Infraero - se, necessariamente deveria um especialista -, o brigadeiro respondeu: "Qualquer pessoa pode assumir a presidência de qualquer coisa. A responsabilidade é de quem nomeia e a consciência é de quem recebe (o cargo)."   Correções na Anac   Pereira disse que eventuais correções na regulamentação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) precisam ser feitas pelo Congresso Nacional. "A regulamentação e a criação da Anac foram um ato do Congresso. Se algo não está certo, cabe ao Congresso aplicar as correções devidas".   Questionado sobre eventuais mudanças na diretoria da agência, o brigadeiro limitou-se a dizer que esse é um assunto da competência do ministro da Defesa. Pereira fez elogios à atuação da Anac e ponderou que a agência vem enfrentando crises desde que foi criada. "A Anac faz um bom trabalho, se esforça, mas desde o primeiro dia de criação da agência as crises não pararam".

Mais conteúdo sobre:
crise aérea Infraero aeroportos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.