Presidente da Infraero rejeita intervenção internacional

Pereira considera uma "intromissão" proposta feita pela Federação Internacional dos Controladores Aéreos

Mônica Aquino, do estadao.com.br,

23 Julho 2007 | 12h10

O presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) repudiou nesta segunda-feira, 23, a proposta de intervenção internacional para solucionar a crise aérea no País, proposta pela Federação Internacional dos Controladores Aéreos (Ifatca, sigla em inglês)no domingo, 22. "A Ifatca não tem autoridade técnica e moral para falar isso", declarou o brigadeiro José Carlos Pereira.   Entidade quer intervenção internacional para resolver crise Lula pode trocar Pires e presidente da Infraero nesta semana Participe e dê a sua opinião sobre a crise aérea Acidente é ''desastre envolvido em farsa', diz FT' Todas as notícias sobre o maior acidente aéreo do País    Para ele, a Ifatca não tem autoridade para propor uma intervenção internacional e a proposta é "inaceitável". Pereira considera ainda que a atitude é uma "intromissão" em um assunto nacional e que nenhum país admitiria que o Brasil propusesse a mesma coisa.   No domingo, a Ifatca afirmou que o governo brasileiro "não tem a capacidade" nesse momento de dar um fim aos problemas sem a ajuda da comunidade internacional, já que está "preso" em um debate político interno e tentando equilibrar as necessidades de reforma com o próprio poder da Aeronáutica.   Sobre a reabertura do Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, Pereira afirmou que a pista principal poderá ser reaberta na terça-feira, 24, caso não chova em São Paulo. O presidente da Infraero explicou que a pista precisa passar por reparos, já que alguns pontos ficaram inadequados após a perícia feira pela Polícia Federal após o acidente com o vôo 3054 da TAM, na última terça-feira, 17.   Questionado sobre a reabertura sem o grooving, que auxilia na drenagem do asfalto em dias de chuva, Pereira afirmou que a pista principal será reaberta mesmo sem a estrutura. Segundo o presidente da Infraero, as ranhuras serão feitas durante a madrugada; a cada dia de trabalho, 40 metros de pista receberão o grooving. Como a pista principal tem 1.900 metros, os trabalhos devem durar cerca de 47 dias.        

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.