Presidente da Mangueira presta depoimento no Rio

Inquérito apura o assassinato do suposto traficante Acir Ronaldo Monteiro da Silva, o 2K

Marcelo Gomes,

21 Fevereiro 2013 | 16h21

RIO DE JANEIRO - O presidente da Estação Primeira de Mangueira, Ivo Meirelles, está na tarde desta quinta-feira prestando depoimento na Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, no inquérito que apura o assassinato do suposto traficante Acir Ronaldo Monteiro da Silva, o 2K. Ele foi morto a tiros na noite do último domingo, após sair do prédio de luxo onde morava, no Recreio dos Bandeirantes, também na zona oeste. Acompanhado de dois advogados, Ivo Meirelles chegou à DH pouco antes das 10 horas. Seu depoimento formal começou por volta das 15 horas.

Em março do ano passado, Ivo acusou 2K e outras pessoas de terem invadido a quadra da escola de samba e impedido a eleição para a presidência da Verde e Rosa. Na ocasião, a 17ª Delegacia de Polícia (São Cristóvão) instaurou inquérito para apurar o caso, mas o mesmo foi arquivado meses depois, a pedido do Ministério Público, que alegou falta de provas.

Na madrugada de segunda-feira, outras duas pessoas ligadas à Estação Primeira foram executadas. Jefferson Fernandes de Oliveira, de 21 anos, era integrante da bateria da escola e foi morto nas proximidades de um contêiner da Unidade de Polícia Pacificadora no Morro do Tuiuti, vizinho ao Morro da Mangueira. Alan Carlos da Silva Sílvio, de 24 anos, foi executado no alto do Morro da Mangueira, e seu corpo foi encontrado carbonizado dentro de um carro abandonado no bairro de São Cristóvão, na zona norte.

O delegado Rivaldo Barbosa, titular da DH, disse que não descarta a possibilidade de os três crimes estarem interligados. Ele também investiga a hipótese de que as mortes tenham relação com a eleição para a presidência da escola de samba. Após a suposta invasão da quadra da Verde e Rosa, em março passado, a eleição foi suspensa e Ivo Meirelles foi aclamado para mais um mandato. O caso foi parar na Justiça, que marcou uma nova votação para o próximo dia 28 de abril.

"Instauramos um inquérito para cada uma das três mortes. Ivo veio depor especificamente no inquérito da morte do 2K. Sabemos que eles tinham uma rixa antiga. Quero saber mais detalhes sobre a relação deles", disse o delegado. Além de Ivo Meirelles, também prestou depoimento o advogado Marcos Oliveira, um dos candidatos que concorriam à presidência da Mangueira em março do ano passado. Ele deixou a delegacia sem falar com a imprensa. O conteúdo de seu depoimento não foi revelado.

Conforme o jornal O Estado de S. Paulo noticiou nesta quinta-feira, a Justiça do Rio aceitou o pedido do Ministério Público e decretou a quebra do sigilo bancário de seis contas correntes de Ivo Meirelles e de 54 contas da Mangueira, num outro inquérito da 17ª DP em que o sambista foi indiciado por associação para o tráfico.

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