Presidente do BNDES já se vê ministro

Por três vezes, ontem, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, portou-se como se já que estivesse indicado para suceder a Guido Mantega no próximo governo. Em palestra sobre o BNDES e a economia brasileira no Wilson Center, em Washington, o ex-embaixador dos Estados Unidos em Brasília Anthony Harrington citou uma reportagem da revista Economist, publicada há duas semanas, que mencionava Coutinho como o ministro da Fazenda de um eventual governo da petista Dilma Rousseff.

Denise Chrispim Marin, correspondente/Washington, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2010 | 00h00

Coutinho desconversou. Mas a menção contaminou tudo o que ouviu a respeito dali em diante. Ao fim da palestra, ele foi questionado por Teresa Ter-minassian, diretora de Assuntos Fiscais do FMI, sobre os conselhos que daria ao futuro ministro da Fazenda. Nervoso, afirmou que não poderia fazer tais comentários. Mas acabou por receitar a elevação do nível de poupança doméstica, o controle do déficit em conta corrente e ficar de olho nos gastos públicos.

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