Presidente do Metrô não vai à Assembléia e irrita oposição

O presidente do Metrô, Luiz Carlos Frayse David, encaminhou um ofício aos membros da comissão da Assembléia Legislativa que acompanha as investigações sobre o desabamento da linha 4 do Metrô, informando que não vai comparecer à audiência pública marcada para às 14h30 desta terça-feira, 30. A decisão provocou a reação imediata da oposição e acendeu a disposição de instaurar uma CPI para apurar o acidente ocorrido no dia 12 de janeiro, que teve um saldo de sete vítimas."É lamentável o posicionamento da direção do Metrô, pois uma empresa pública deve prestar contas. Houve o descumprimento da palavra (de Luiz David) e, no meu entender, passa a ser inevitável a abertura de uma CPI", disse o deputado Sebastião Arcanjo (PT), o Tiãozinho, coordenador da Comissão de Serviços e Obras Públicas que, juntamente com a Comissão de Transportes e Comunicações, integra a comissão de representação constituída pela Assembléia para apurar o acidente do Metrô. Em entrevista à Agência Estado, o deputado petista disse também que a audiência desta terça não será cancelada e que os membros da comissão irão se reunir com o presidente da Casa, Rodrigo Garcia (PFL), para discutir as alternativas para este caso, inclusive a instalação de uma CPI.Segundo Tiãozinho, o ofício foi encaminhado pela direção do Metrô na noite de segunda, 29, sob alegação de que Luiz Carlos David preferia aguardar a análise dos documentos e contratos referentes à linha 4, coletados pelos deputados na última sexta-feira (dia 26), na sede da empresa. "Tratar a diligência (do dia 26) como uma reunião ou audiência é uma incoerência, pois não houve questionamentos", disse o petista, complementando: "Fica a impressão de que os recentes fatos noticiados estão motivando a mudança de comportamento da direção do Metrô".O parlamentar do PT destacou também que o presidente do Metrô havia se comprometido com os deputados, no encontro que tiveram na última sexta-feira, a comparecer na audiência pública prevista para a tarde de hoje. "Fizemos um convite, mas podemos fazer uma convocação. Ou buscar instrumentos mais eficazes para realizarmos o nosso trabalho, como uma CPI", emendou Tiãozinho. Na sua avaliação, o fato ocorrido nesta terça evidencia a necessidade de se buscar instrumentos mais eficazes na Assembléia para a apuração das causas do acidente. "Os deputados estão indignados (com o cancelamento da ida do presidente do Metrô na audiência pública desta terça) e cresce o sentimento para a instalação de uma CPI."

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