Presidente do PMDB anuncia apoio a Alckmin

O presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), afirmou que pretende nos próximos dias realizar reunião envolvendo as lideranças do partido com o candidato tucano à Presidência para acertar como se dará a participação dos peemedebistas na campanha tucana. O anúncio de apoio ao tucano é uma reação ao jantar realizado ontem na Granja do Torto, no qual o presidente Lula recebeu o apoio de pelo menos 19 dos 27 diretórios do PMDB que lançaram o Movimento Pró-Lula, uma ação da ala governista do partido.Segundo Temer, ainda não há uma data para o encontro que será fechado tão logo o candidato tucano retorne ao Brasil. Esse encontro terá, por exemplo, a participação do ex-governador Jarbas Vasconcelos (candidato ao Senado pelo PMDB de Pernambuco) e de Santa Catarina, Luiz Henrique, que disputará a reeleição.Hoje, no início da tarde, Temer anunciou apoio à candidatura de Geraldo Alckmin do PSDB, à Presidência da República. Segundo ele, a decisão de apoio ao candidato tucano foi tomada após reunião realizada no último sábado com Alckmin, na qual os dois acertaram pontos programáticos. O primeiro destes pontos citados por Temer foi a valorização do poder Legislativo que, segundo ele, deve ser feita por meio de uma limitação ou até mesmo extinção das medidas provisórias. Outro ponto foi a realização de uma reforma política no primeiro ano do governo. Temer propôs ainda elevação do valor do Bolsa-Família. O quarto item seria a realização de uma reforma tributária que fortalecesse os municípios, aumentando a descentralização de receitas e redefinindo mais claramente as atribuições dessas unidades federativas. Outro ponto acertado entre os peemedebista e o tucano foi a ampliação dos investimentos em seguranças pública. "Segurança pública é também um dever da união, não só estadual e que exige investimentos maciços", afirmou.Questionado sobre a crítica do senador Ney Suassuna à sua decisão de apoiar Alckmin, Temer a considerou natural. Disse, porém, que é impraticável a unificação do partido em torno de uma candidatura porque grande parte do PMDB e lideranças de expressão do partido estão apoiando o tucano.Temer avaliou, no entanto, que após a eleição será possível unir a legenda para apoiar o novo governo ou para fazer oposição a ele. "Vou trabalhar para que em 2007 o PMDB vá todo para o governo ou vá todo para a oposição", disse o presidente.Reunião com o PFLTemer está reunido com o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen, e o senador José Jorge, vice na chapa de Geraldo Alckmin. O PFL recebeu com entusiasmo o apoio de Temer e estão discutindo os próximos pontos.Pelas estimativas do PMDB, sete diretórios estaduais (Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Distrito Federal, Rondônia e Acre) estão coligados na mesma chapa com o PSDB.Em outros nove diretórios (Amapá, Amazonas, Roraima, Pará, Bahia, Ceará, Sergipe, Paraíba e Minas Gerais) estão aliados com partidos da base do governo e devem dar palanque ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E em outros nove estados a situação ainda está indefinida.Temer acredita que o PMDB não deve reforçar a candidatura de Lula em alguns estados como Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Piauí, São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Lula deve ter asseguro por sua vez o apoio em Tocantins e Goiás. No Maranhão, o PFL e o PMDB estão aliados em apoio à senadora Roseana Sarney candidata ao governo estadual. Roseana é filha do senador José Sarney, um dos principais cabos eleitorais de Lula. Em Alagoas, a principal liderança do PMDB é do senador Renan Calheiros, outro aliado de Lula. Mas a situação é complicada uma vez que Renan está apoiando o tucano senador Teotônio Vilela Filho para o governo estadual que tem como companheiro de chapa o peemedebista José Vanderley Neto.

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