Presidiários mantêm "greve branca"

Cerca de 300 presos são levados por dia ao Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste, para audiências e julgamentos. Desde terça-feira, este número caiu drasticamente: resultado da "greve branca" realizada em unidades prisionais do Estado de São Paulo, como antecipou o Jornal da Tarde. Os presidiários estão solidários aos colegas transferidos para a Penitenciária Maurício Henrique Guimarães Pereira, conhecida como Venceslau II - onde está a liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC) - que ficaram sem o direito ao banho de sol e visitas. No primeiro dia do protesto, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) negou qualquer tipo de paralisação. Na tarde de quinta-feira, 8, a SAP enviou uma nota ao Jornal da Tarde voltando atrás e admitindo a paralisação. Promotores ouvidos pela reportagem contaram que o protesto dos presos atrapalhou o andamento da Justiça e que a maioria das 31 varas do Fórum da Barra Funda teve os trabalhos paralisados. Entre outras táticas usadas pelos presos estão a recusa de trabalhar em oficinas internas e atendimento de psicólogos.

Agencia Estado,

09 de junho de 2006 | 13h38

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