Presídio de Catanduvas receberá mais 87 agentes

A Penitenciária Federal de Catanduvas, a 470 quilômetros de Curitiba, no oeste do Paraná, inaugurou há quase dois meses (23 de junho) e continua mantendo apenas um preso: o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Nos próximos dias, o presídio receberá o reforço de mais 87 agentes penitenciários.A última turma, que completará o total de 250 servidores, começa o treinamento nesta segunda-feira, em Brasília, juntamente com o primeiro grupo de 133 que ficará responsável pela segurança da Penitenciária Federal de Campo Grande (MS). As 207 celas que permanecem inabitadas em Catanduvas serão somadas às 208 do Mato Grosso do Sul.As obras na penitenciária, que deve ser inaugurada em outubro, já foram concluídas. Faltam apenas os equipamentos de segurança. Até o fim do ano, a expectativa do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) é que a unidade de Mossoró (RN), também com 208 vagas, esteja pronta para receber chefes do crime organizado e os presos que se constituem em desagregadores dos sistemas estaduais.Os novos agentes penitenciários de Catanduvas já estão na cidade, assim como os que servirão em Campo Grande estão lá nesta semana para tomar posse e conhecer a penitenciária. Quinta-feira as turmas do Paraná e do Mato Grosso do Sul partem para Brasília.No início do mês, o Ministério da Justiça divulgou que nove estados já haviam solicitado cerca de cem vagas em Catanduvas. Pelo menos outras 40 tinham sido oferecidas para o Estado de São Paulo, mas ainda não havia uma resposta positiva. O Ministério da Justiça, em todas as vezes em que foi chamado a se pronunciar, salientou que não há pressa em preencher todas as vagas. Mas a demora tem criado angústia na sociedade e críticas de algumas pessoas que não compreendem porque o gasto de R$ 20 milhões para construir cada unidade, e o gasto diário para a manutenção se, desde o dia 23 de junho somente Beira-Mar está sob custódia federal. Pelo menos até a semana passada os pedidos de transferência estavam sendo processados nos Estados. O juiz de execução penal de cada comarca onde está o preso precisa ouvir o Ministério Público e os advogados dos detentos que o Estado pretende transferir. Após isso o processo vai à Curitiba, onde a 1ªVara Federal Criminal dá a sentença final sobre as transferências. Cabe, então ao Ministério da Justiça fazê-la.

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