Presídios brasileiros terão sistema de inteligência

O diretor do Departamento Penitenciário Nacional, Clayton Nunes, anunciou hoje, no Recife, que até janeiro os Estados estarão recebendo os equipamentos necessários para a implantação de um sistema nacional de inteligência, uma ação preventiva que visa desarticular ações do crime organizado. Nunes não deu detalhes sobre o sistema, sobre recursos e nem deu prazo para seu funcionamento, informando que a célula de Brasília já está implantada e que não haverá concurso para contratações, uma vez que ele aproveitará a estrutura de pessoal existente. Em entrevista coletiva no 15. Fórum de Secretários de Justiça, Direitos Humanos e Administração Penitenciária, que se encerra hoje, ele confirmou também a construção de cinco presídios federais. Três deles serão instalados em Barreiras, na Bahia, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul e em Catanduva, Paraná. Os outros dois ainda não têm definição de lugar, porque, segundo ele, muitos Estados resistem à idéia de sediar tais unidades. A idéia é de cada presídio federal abrigar 200 presos de alta periculosidade, num sistema de 22 horas de isolamento, em cárcere fechado, e duas horas de banho de sol diários. Com as cinco unidades, o Estado ficaria responsável por mil presos. O diretor informou que a população carcerária no País é de 285 mil presos, havendo um déficit de 107 mil vagas. A cada mês, segundo ele, 1,5 mil pessoas são presas no País e a construção de novas unidades exigiria de R$ 10 mil a R$ 15 mil por presídio. Neste ano, a verba para este tipo de construção foi de R$ 110 mil para todo o País. Diante da deficiência de vagas e da impossibilidade de construção de presídios para atender à demanda crescente, Clayton Nunes defendeu aplicação de penas alternativas para crimes leves, agilização na análise dos cadastros dos presos para a liberação de quem esteja apto a deixar a prisão e controle dos que entram.

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