Presídios vão receber R$ 233 milhões para saúde do detento

Para evitar fugas e resgates e cobrir uma falha da maioria dos presídios do País, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), por meio do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), destinou R$ 233 milhões ao Plano Nacional de Saúde do Sistema Penitenciário, para cuidar dos detentos nas penitenciárias de Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, São Paulo e Rio.O plano, que começa a funcionar a partir de janeiro de 2003, prevê a liberação de R$ 105,00 por ano para cuidados com a saúde de cada preso. "A iniciativa tem o objetivo de expandir e melhorar a assistência e saúde da população carcerária", informou o diretor do Depen, Ângelo Roncalli.Cada presídio terá equipes formadas por médico, enfermeiro, dentista, psicólogo, auxiliar de enfermagem, auxiliar de consultório odontológico e assistente social e atenderá grupos de 500 presos.Grupos de detentos serão indicados para atuar como promotores de saúde e receberão salários. Os presos também vão ajudar a cuidar dos doentes. "Isso contribuirá para diminuir a ociosidade", acredita Roncalli.Na avaliação do diretor, a presença da equipe médica deve contribuir para o controle da transmissão de doenças e permitirá a redução dos gastos com transportes, além de evitar fugas e resgates. Nos casos graves, como em cirurgias, o detento será encaminhado para os hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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