Preso 4º suspeito de participar de chacina em Goiás

Ainda não foi localizada a faca usada para matar as sete vítimas numa fazenda na região de Doverlândia

Rubens Santos - Especial para o Estado de S. Paulo, texto atualizado às 20h10

02 Maio 2012 | 19h37

GOIÂNIA - A Polícia de Goiás prendeu mais um suspeito de participar da chacina de sete pessoas, no interior de Goiás no último sábado, 28. Trata-se de um irmão de Aparecido Souza Alves, de 24 anos, que está preso e confessou ter participado do crime na região de Doverlândia, no interior do Estado. Além de Aparecido e de seu irmão, outras duas pessoas estão presas na Delegacia de Investigações Criminais de Goiânia.

A delegada Adriana Accorsi, que comanda a operação, disse em entrevista coletiva, que há dois militares, ambos vinculados ao Exército Brasileiro, que estão sob investigação de terem participado da chacina. Os dois deverão se apresentar na DIH nesta quinta-feira, 3.

Nesta quinta também será feita a reconstituição da chacina, na fazenda N.S. Aparecida, distante 43 quilômetros de Doverlândia. Na chacina foram mortos o fazendeiro, Leopoldo Rocha Costa (22); o vaqueiro Heli Francisco da Silva (44); um casal de amigos do fazendeiro: Joaquim Manoel Carneiro (61) e sua mulher Miraci Alves de Oliveira (65), mais o filho do casal, Adriano Alves Carneiro (24) e sua noiva, Tâmis Marques Mendes da Silva (24).

Estupro. Aparecido Alves confessou ter estuprado e depois matado a jovem Tâmis Marques Mendes da Silva. "Ele confessou que a violou, numa mata próxima, antes de matá-la", disse o delegado de Iporá, Vinicius Batista da Silva. "Não temos garantias de que ele esteja falando a verdade, e vamos aguardar o resultado de um laudo do IML." Alves disse ter recebido R$ 700 de adiantamento, com a promessa de ganhar R$ 50 mil após a execução do crime.

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