Preso acusa cúmplice de ter assassinado prefeito

Preso ontem pela Polícia Federal (PF) sob a acusação de participar do seqüestro e morte do prefeito de Santo André Celso Daniel (PT), Itamar Messias dos Santos denunciou um colega de quadrilha como o responsável pelos tiros que mataram o político petista, no dia 20 de janeiro. Ele entregou à polícia o nome do colega: Edson. Itamar foi ouvido das 22 horas de sexta-feira às 7 horas de sábado no prédio da Superintendência da PF de São Paulo.O nome de Edson já havia surgido na investigação feita pelo Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), mas os policiais não haviam conseguido confirmar o papel do suspeito no caso e, por isso, mantinham a informação sob sigilo. Segundo Itamar, ele e Rodolfo Rodrigues dos Santos Oliveira, o Bozinho, participaram do seqüestro, mas não da execução de Daniel.Bozinho foi preso pelos agentes federais em companhia de Itamar em um ônibus que vinha de Camaçari (BA) para São Paulo. Eles foram detidos pela equipe do delegado Hermes Rubens Siviero Junior com uma pistola calibre 9 milímetros e uma submetralhadora do mesmo calibre quando o ônibus fez uma parada em Aparecida (SP).Bozinho também foi ouvido pelo delegado da PF. De acordo com o órgão, os dois afirmaram que entregaram o prefeito ao grupo de seqüestradores que cuidaria do cativeiro. Eles planejavam pedir o resgate pelo prefeito, enquanto o outro grupo tomaria conta do cativeiro. Os dois disseram também que não sabiam quem estavam seqüestrando quando perseguiram a Pajero do empresário Sérgio Gomes da Silva na qual estava o prefeito - escolheram a vítima por causa do veículo.Daniel foi morto com tiros de calibre 9 milímetros. Por isso, a polícia vai analisar se foi das armas apreendidas com os dois suspeitos que saíram os tiros que mataram o prefeito. Na Pajero, a perícia encontrou uma impressão digital de Itamar.A PF já prendeu três dos acusados de pertencer à quadrilha que matou o prefeito. Já o Deic foi responsável pela prisão de outros quatro. A equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que cuida do inquérito, insistia até a semana passada na hipótese de crime político, mesmo quando as investigações do Deic e da PF já descartavam-na. Só nesta semana, o DHPP aceitou que a morte de Daniel foi um crime comum.

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