Preso acusado de crimes com mais de 300 vítimas

Depois de um ano de buscas, policiais da 2ª Seccional Sul conseguiram prender o assaltante, seqüestrador e estuprador Juracy Oliveira da Silva, o Jura, de 34 anos.Ele é apontado como o chefe da célula do seqüestrador Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, que atua na zona sul de São Paulo. Integram a quadrilha Manoel Alves da Silva, o Sasquati, e Adilson Francisco Rocha, o Rochinha, resgatados no último sábado do Cadeião de Pinheiros por cinco homens que vestiam coletes da Polícia Civil e disseram pertencer ao Primeiro Comando da Capital (PCC).Jura foi preso nesta quinta-feira quando visitava a primeira mulher, com quem tem dois filhos, na Rua Enrico Caviglia, 73, no Jardim da Saúde, na zona sul de São Paulo. Policiais da Ronda Operacional da 2ª Seccional Sul, do Setor de Investigações Gerais (SIG) e do 83º Distrito Policial cercaram a residência.Armado com um revólver calibre 38, Jura reagiu, atirando nos policiais e saltando da laje. "Um investigador conseguiu dominá-lo quando ele pulava", disse o delegado seccional Olavo Reino Francisco. No interior da casa, os policiais encontraram outras nove armas, entre pistolas e fuzis AR-15."Havia mais de um ano estávamos à procura dele", disse o delegado. "No Natal e Ano-Novo fizemos campana em todos os locais que ele freqüentava (o criminoso tem duas mulheres e três amantes), mas o Jura, chaveiro de profissão, não apareceu", informou Reino Francisco. "Na zona sul ele se vangloriava de que a polícia não pegava bandido esperto. Agora, marcou bobeira e foi preso."Jura, que já esteve preso no 27º DP por roubo, tem dois irmãos assaltantes: Kleber, que está preso, e Gerson, foragido. "O Gerson teve grande influência sobre o Jura. Foi quem o encaminhou para a vida do crime", afirmou o delegado.Jura respondeu a dez inquéritos e a processos que estão correndo nos fóruns de Diadema e Taquarituba e nas 1ª, 9ª, 15ª, 20ª e 24ª Varas Criminais de São Paulo."Ele cometeu homicídios, seqüestros relâmpagos, estupros, atentado violento ao pudor, roubo, furto, tortura física e psicológica", enumerou Reino Francisco. "Há 300 vítimas de seus crimes e peço que elas procurem a seccional para fazer o reconhecimento. Sei que as vítimas estão constrangidas, mas é importante o reconhecimento para impedir que esse bandido volte às ruas."

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