Preso acusado de cumplicidade em seqüestro

O dentista Itiro Imakami, de Campo Mourão, no noroeste do Paraná, que tinha prisão preventiva decretada pela Justiça, apresentou-se na noite de ontem à polícia de Maringá, onde está preso. Ele é acusado de ter fornecido armas para o médico Décio Basso, preso terça-feira, sob acusação de ser o mentor do seqüestro da adolescente Marta Chammas, filha do médico Kemel Jorge Chammas.Imakami, que é ex-cunhado de Basso, assumiu ter emprestado um revólver. "Assumo ter emprestado a arma para um inconseqüente; agora, participação no seqüestro, já foi provado que não tenho nenhuma, por isso estou aqui", afirmou. A polícia ainda procura o quinto suspeito de envolvimento no seqüestro, o professor de musculação Adriano Pereira, que teria sido intermediário entre Basso e os seqüestradores Levino Carlos Augusto e Luiz Carlos da Rocha Silva, já presos.Basso disse à polícia que tinha contratado os dois apenas para cobrar uma dívida de Kemel Jorge Chammas, sem orientação para um seqüestro. No entanto, a adolescente foi mantida do dia 2 até o dia 6 em um quarto, numa residência que pertence a Basso. Foi ele quem deu as orientações para a polícia encontrar Marta, que tinha sido levada para uma mata. Chammas nega a dívida. Kemel Jorge Chammas atuou como relator de um processo contra Basso no Conselho Regional de Medicina.Além de enquadrado nos crimes de extorsão mediante seqüestro, roubo qualificado e formação de quadrilha, Basso também responderá por falsidade ideológica. Ele utilizou documentos falsos com o nome Décio Purcini em transações bancárias. A polícia também apura seu envolvimento no crime organizado, principalmente no tráfico de drogas entre o norte do Paraná e São Paulo.

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