Preso acusado de furtar carro usado em seqüestro de repórter

Foi preso na noite desta quarta-feira, 23, o manobrista Luciano José da Silva, acusado de ter furtado o automóvel Vectra usado no seqüestro do repórter da TV Globo Guilherme Portanova e do auxiliar-técnico Alexandre Calado. Silva, que estava com prisão preventiva decretada, foi preso por policiais da Divisão Anti-Seqüestro (DAS), que investigam a possível participação dele no seqüestro. A polícia apurou que o Vectra preto utilizado pelos bandidos no crime foi furtado três dias antes do crime, de um estacionamento da região da Faria Lima, na zona oeste da capital. Calado e Portanova foram levados por volta das 8 horas do sábado, 12, da frente da Padaria União Fialense, na Avenida Luiz Carlos Berrini, a poucas quadras do 96º Distrito Policial (Brooklin). O Vectra foi achado queimado poucos minutos depois na Avenida Portugal, na zona sul. Na ocasião, um manobrista do estacionamento identificado como Manoel foi ao 15º DP (Itaim Bibi) e registrou boletim de ocorrência afirmando que o carro fora roubado por homens armados. Manoel, no entanto, disse que não tinha condições de fornecer as características físicas dos ladrões. Depois, policiais da DAS descobriram que os donos do estacionamento mentiram à polícia porque o seguro da empresa não cobre casos de furto. Sétimo identificadoOs investigadores da Divisão Anti-Seqüestro estavam à caça de Luciano desde a semana passada, quando descobriram a história verdadeira. Os policiais já estiveram em sete endereços nos bairros Jardim São Luís, Vila das Belezas e Parque Santo Antônio, todos na Zona Sul da Capital, mas não conseguiram localizá-lo nem seus familiares. Luciano é a sétima pessoa identificada pela polícia por suposto envolvimento no seqüestro dos funcionários da Rede Globo. Segundo a polícia, ele era um manobrista reserva, que só era chamado nas horas de emergência. Os ex-presidiários Carlos Alberto da Silva, o Balengo, Sherley Nogueira dos Santos, o Fininho, Alexandre Campos dos Santos, o Jiló, e José Luiz dos Santos, o Maloqueiro ou Tiozinho, também são suspeitos de envolvimento no crime. Outros dois homens, cujos nomes não foram revelados, também são procurados. Um deles é o homem que aparece encapuzado lendo um manifesto do Primeiro Comando da Capital (PCC) criticando o regime disciplinar diferenciado (RDD) e reivindicando menos opressão no sistema prisional. O vídeo foi exibido pela TV Globo por exigência da facção criminosa. Segundo o delegado Godofredo Bittencourt, diretor do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), toda a Polícia Civil de São Paulo está empenhada na prisão dos seqüestradores.

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