Preso acusado de matar menina em briga de trânsito

Foi preso na manhã desta sexta-feira Rodrigo Farrampa Guilherme, de 22 anos, acusado de ser o autor do disparo que matou a menina Tainá Alves de Mendonça, de 5 anos, durante uma briga de trânsito, em São Paulo, no último 11. A informação foi confirmada pela secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Guilherme se entregou no Grupo de Operações Especiais (GOE) no início desta manhã e está detido no 77.º DP, em Santa Cecília, região central da capital paulista. No dia do crime, Guilherme estava acompanhado de P.R.P.S, o Pedrinho, de 17 anos, que foi preso ontem, e de Wagner, o Chica, de 16 anos, ainda foragido. Segundo Pedrinho, os três saíram no Monza de Guilherme naquele Dia dos Pais para roubar no bairro de Pinheiros. Chica era quem dirigia o Monza e Guilherme, conforme relato de testemunhas e o próprio Pedrinho, foi o autor dos disparos. (Veja o relato de Pedrinho)A história contada coincide em vários pontos com as informações registradas pela polícia depois do crime. De acordo com o boletim de ocorrência, por volta das 21 horas, o tio da garota Fábio Valente de Mendonça Júnior, o advogado Marcos Vessiliades Pereira e o empresário Alexandre Certo conversavam na Praça Marquês de Itanhaém, no Alto de Pinheiros. De repente, um Monza branco que passava pelo local bateu no pára-choque traseiro do Astra de Pereira, que estava estacionado. O motorista fugiu e o advogado resolveu segui-lo. Pereira e Certo teriam entrado no Astra e saído em disparada atrás do Monza. Mendonça Júnior, que estava com Tainá e outro sobrinho, Lucas, de 2 anos, teria pegado seu Kadett e resolvido ir atrás dos amigos. O grupo informou depois à polícia que queria apenas anotar a placa do carro. Quando alcançaram o Monza, Guilherme, que segundo Pedrinho pensou que os perseguidores estavam armados, teria descido do automóvel e passado a atirar contra os outros dois veículos. Uma das balas acertou a cabeça de Tainá. Dois dos disparos também atingiram o peito do advogado, que sobreviveu. Dois dias depois, a Justiça decretou a prisão temporária de Guilherme.Guilherme se entregou no Grupo de Operações Especiais (GOE) pela manhã e ficou pouco tempo no 14º Distrito Policial, em Pinheiros, antes de ser transferido para o 77º DP. O acusado foi conduzido ao Instituto Médico Legal (IML) para realização de exame de corpo de delito. Depois, ele levou uma equipe policial ao local onde teria deixado a arma usada no crime, mas nada foi encontrado. Leia também:Irmã do acusado, também Tainá, crê na inocênciaChica, o terceiro no Monza, conseguiu escapar da polícia

Agencia Estado,

23 de agosto de 2002 | 11h33

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