Preso ameaça com rebelião maior se "Marcola" vier para SP

O preso Marcos Willians Camacho, o Marcola, que chefiava o Primeiro Comando da Capital (PCC) na Penitenciária do Estado, não deve voltar para São Paulo até o fim do carnaval. A garantia foi dada pelo secretário de Estado da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, nesta sexta-feira. Marcola está em uma prisão de Ijuí, no Rio Grande do Sul, há dez dias. Seu retorno para São Paulo foi decidido na quarta-feira pelo juiz Laércio Luiz Sulczinski, de Ijuí. "De hoje (sexta-feira) até quarta-feira, com certeza, ele não será transferido", disse Furukawa. Em entrevista ao Jornal da Tarde, o preso Ilson de Oliveira, o Gulu, que ocupou o cargo de Marcola no PCC, ameaçou novas rebeliões simultâneas no Estado se o ex-colega voltar do Rio Grande do Sul e for levado para o anexo da Casa de Custódia de Taubaté. "Se isso acontecer, quem nunca viu desgraça vai ver desta vez", disse Gulu. O detento se autodenomina "comandante em exercício" do PCC e disse que pode ordenar uma rebelião maior do que a de domingo. Questionado sobre essa ameaça, o secretário disse que conversou com o secretário de Justiça do Rio Grande do Sul, José Paulo Bisol, sobre a permanência de Marcola no Estado. "Estou conversando com o governo e com o Judiciário gaúcho e há uma grande probabilidade de que ele fique por lá", declarou.

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