Preso com peso de 328 quilos pode morrer na cadeia

O vendedor ambulante Edivanaldo Maia Costa, 28 anos, recolhido ao presídio de Marituba, município da região metropolitana de Belém, virouatração na cadeia por uma peculiaridade que tornaria obrigatória sua transferência para outro local. Com 328 quilos, Costa,acusado de traficar cinco papelotes de cocaína e oito de maconha, sofre de obesidade mórbida, não pára de engordar e precisa deurgente tratamento de saúde.A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Pará resolveu comprar a briga em favor do rapaz. "Ele pode morrer na prisão e, se isso ocorrer, a culpa será do Estado", afirma o vice-presidente da Comissão, Paulo Barradas.Além de negar ser traficante, afirmando que a polícia revistou sua casa, mas nada encontrou, o acusado afirma: "a polícia nãosabe o mal que está fazendo a mim". Costa contou que estava com a segunda consulta marcada no Hospital Ophir Loyola paratentar submeter-se a uma cirurgia para redução do estômago quando foi preso."Sinto falta de ar, fico cansado ao andar uns poucos metros, além de sentir febre à noite e dores no peito". Ele disse também sofrer de reumatismo e ter gastrite. "Para eu usar o banheiro da prisão é uma dificuldade enorme".Barradas entende que Costa, mesmo preso, não pode ter seus direitos humanos aviltados. "Ele é uma pessoa doente, cheia de limitações físicas, e precisa de tratamento". Nesta segunda-feira, o advogado deverá ingressar com um pedido de habeas-corpus em favor do ambulante. "Se nada conseguir, irei apelar à presidência do Tribunal de Justiça".

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