Preso em SP professor de inglês acusado de pedofilia

A polícia civil de Rio Claro, na região noroeste do Estado de São Paulo, prendeu o professor de inglês Francisco Pires Correia Neto, de 41 anos, por acusação de envolvimento com pedofilia. Na residência dele, localizada no Jardim Mirassol, os policiais apreenderam centenas de fotografias que mostram adolescentes nus e diversas fitas de vídeo com cenas do acusado mantendo relaçõessexuais com os menores. No local também havia revistas estrangeiras sobre pedofilia.A investigação policial começou há dois meses, quando a Delegacia de Defesa daMulher e o Conselho Tutelar passaram a desenvolver um trabalho social para tentarretirar as crianças que ficavam vigiando carros nas praças públicas centrais da cidadepara ganhar algum dinheiro.Em contato com os adolescentes, os policiais descobriram que vários menores vinham sendo aliciados pelo professor de inglês. Segundo o que a policia civil apurou, Correia estacionava o veículo nas imediações, pedia para algum menor olhar o carro e, na hora de dar uns trocados, dizia que havia esquecido o dinheiro em casa e convencia a vítima a acompanhá-lo até sua residência.Lá, o professor oferecia quantias maiores, que podiam chegar a R$ 30,00, e iniciava então os atos libidinosos e as práticas sexuais.O inquérito está sendo conduzido pela delegada Sueli Isner, titular da Delegacia deDefesa da Mulher, que já identificou 7 adolescentes como vítimas de pedofilia.Quando foi preso na noite de quarta-feira, através de um mandado de prisão temporáriaexpedido pela Justiça de Rio Claro, Correia estava na casa da mãe dele, em Itirapina.No depoimento prestado à policia civil, o professor de inglês admitiu que agia dessamaneira com os adolescentes "por prazer" e que considerava "normais" tais atitudes.Correia morava há dois anos em Rio Claro e lecionava em uma escola de inglês localizada no centro, cuja direção decidiu demiti-lo assim que tomou conhecimento do caso. Antes, Correia residia em São Paulo, o que leva a polícia civil a acreditar que ele possa ter feito vítimas na capital.Nesta quinta-feira, ele foi transferido da Cadeia Pública de Rio Claro para um presídio de Itirapina. Até que o inquérito seja concluído e remetido para a Justiça, a polícia pretende pedir a prisão preventiva do acusado. Se ele forprocessado e condenado, pode pegar no mínimo 6 anos de prisão por atentado violento ao pudor e corrupção de menores.

Agencia Estado,

13 de dezembro de 2002 | 21h22

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.