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Preso falso pastor acusado de abusos sexuais

A Polícia Civil prendeu hoje, em Belo Horizonte, o falso pastor evangélico Wilson Carmindo da Silva, de 29 anos, acusado de abusar sexualmente e torturar, nos últimos anos, dezenas de menores, os quais manteria em cárcere privado em uma casa na região metropolitana da capital. Segundo a delegada Cristina Coeli, que investiga o caso há pelo menos um ano, Wilson, detido junto com Rosalva Aparecida de Souza, também é suspeito do assassinato do menino Carlos Armando Menezes, desaparecido na região central da cidade desde 1999. A delegada informou que Wilson recolhia crianças de rua e outras que tinham família, mas passavam os dias pedindo esmolas em Belo Horizonte. "Ele fazia uma verdadeira lavagem cerebral nos menores, a maioria do sexo masculino, dizendo-se missionário de Deus e alegando que tinha de recolhê-los para transformá-los em gente", disse. "Na verdade, por depoimentos que colhemos e pelo que constatamos, ele submetia as crianças a torturas, a abusos sexuais e mantinha algumas delas acorrentadas", acrescentou. Na casa onde Wilson e Rosalva foram presos, os policiais encontraram 19 adolescentes e outros três rapazes com mais de 18 anos, que afirmaram morar com o falso pastor desde a menoridade. "Do total, quatro desses meninos eram dados como oficialmente desaparecidos, conforme denúncias de familiares", afirmou a delegada. "Já sabemos que, nos últimos anos, 44 menores passaram pelas casas que ele alugava, mas acreditamos que o número de vítimas de todas essas atrocidades pode chegar a 100", completou. AssassinatoDois rapazes que estavam com o falso pastor contaram a policiais da Delegacia de Orientação e Proteção ao Menor de Belo Horizonte que Wilson teria matado, em outubro de 1999, o menino Carlos Armando Menezes. Os dois disseram que enterraram o garoto em um sítio de Nova União, próximo à capital. "Estivemos no local indicado por eles na segunda-feira e exumamos a ossada", afirmou a delegada Cristina Coeli. De acordo com ela, embora Wilson alegue inocência, ele deverá ser indiciado por pelo menos seis crimes: cárcere privado, seqüestro, tortura, subtração de incapaz, abuso sexual e homicídio.

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