Preso mais um integrante do bando que matou Celso Daniel

O ladrão que colocou fogo na Blazer usada no seqüestro do prefeito de Santo André, Celso Daniel, em 18 de janeiro, foi preso hoje, dançando em uma festa junina na Favela Pantanal, zona sul de São Paulo. Ao perceber a presença de investigadores do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Mauro Sérgio Santos de Souza, de 20 anos, o Serginho, sacou um revólver e tentou fugir abrindo caminho a tiros. Foi baleado e internado, em estado grave, no Hospital de Diadema. No tiroteio, um policial e cinco freqüentadores da festa ficaram feridos. Foram medicados no mesmo hospital e liberados. Serginho fazia parte da quadrilha de seqüestradores chefiada por Ivan Rodrigues da Silva, o Monstro. Na noite de 18 de janeiro, uma sexta-feira, não foi chamado para participar do seqüestro de um dos diretores da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp), planejado pelo grupo havia dias. O plano não deu certo. Os carros usados pelos ladrões, uma Blazer e um Santana, não conseguiram alcançar a Dakota guiada pelo diretor. Os ladrões, então, decidiram abordar o primeiro veículo importado que vissem. No ataque à Pajero blindada em que estavam Celso Daniel e o empresário Sérgio Gomes da Silva, no bairro da Saúde, o assaltante Elcyd Oliveira Brito, o John, estava no volante da Blazer e provocou uma colisão, fazendo a Pajero parar. Na manhã de 20 de janeiro, um domingo, Serginho estava em casa, na Favela Pantanal, quando foi procurado por Itamar Messias da Silva Santos e Rodolfo Rodrigues dos Santos, o Bozinho. Eles tinham participado do seqüestro de Celso Daniel na sexta-feira e disseram que a ordem de Monstro, o chefe da quadrilha, era para sumir com a Blazer. Monstro avisara Itamar que o homem do cativeiro era gente importante, prefeito do PT, e a polícia iria atrás da quadrilha. Por isso, não poderiam deixar rastros. Serginho pegou a Blazer que o grupo escondera na garagem do bar do Mineiro, na Favela Pantanal, também usado como cativeiro, e foi para um lixão, onde despejou gasolina e colocou fogo no veículo. Mesmo não tendo participado do seqüestro do prefeito, Serginho decidiu acompanhar o grupo na fuga para a Bahia porque estava envolvido em outros seqüestros e assaltos. Ele foi identificado pelo delegado Edson Santi, do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), responsável pela prisão de toda a quadrilha. Itamar e Bozinho, em seus depoimentos, tinham denunciado Serginho ao delegado Santi, que pediu à Justiça, em fevereiro, a decretação de sua prisão preventiva. Assim que tiver alta do hospital, Serginho será interrogado no Deic.

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