Preso mais um suspeito de matar casal de namorados

R.A.A.C., de 16 anos, viu o casal de estudantes Felipe e Liana no Sítio do Lé na manhã de 1º de novembro. Era gente da cidade, acampada naquela propriedade abandonada. Em volta, só a mata de Juquitiba, uma floresta que o adolescente conhecia desde criança. Seguiu-se um plano de roubo, um seqüestro ou rapto e os assassinatos de Felipe Silva Caffé, de 19 anos, e Liana Friedenbach, de 16. Com um tiro na nuca, o menor e seus comparsas, Pernambuco e Agnaldo, mataram Felipe na manhã seguinte, dia 2.A jovem e bela Liana ficaria ainda mais três dias em poder dos bandidos. A caminho da execução, foi obrigada a caminhar quase 2 quilômetros pela mata fechada na madrugada de terça-feira. Foi morta com 15 facadas no peito, rosto, pescoço e nas costas.Tudo isso só foi descoberto porque um policial resolveu levar a sério o que um sitiante com fama de bêbado estava dizendo: ele jurava ter visto o menor com uma menina parecida com a foto que a televisão havia mostrado. Disse que ela estava passeando às 2 horas do dia 5 com o adolescente. R.A.A.C. foi detido em um sítio na vizinha Itapecerica da Serra. Estava identificado o mentor do crime, "uma pessoa portadora de um distúrbio", segundo o delegado Silvio Balangio Junior, titular da Delegacia Seccional de Taboão da Serra.Na tarde de hoje os investigadores detiveram Agnaldo, o homem que o adolescente disse ter sido responsável pelas facadas em Liana. Os investigadores iam ouvi-lo e confrontar sua versão com a do adolescente. Além de delatar os comparsas, o menor apontou na segunda-feira os locais onde estavam os corpos dos estudantes do tradicional Colégio São Luís, de São Paulo. Pode ser que os criminosos tenham pensado em um seqüestro, mas não descartaram a possibilidade de Liana ter sido vítima de um crime sexual - os exames só ficarão prontos na próxima semana. No fim da tarde de hoje o menor contou novamente sua história no fórum de Embu-Guaçu para um promotor e um juiz. O lugar foi cercado pela população, que queria linchá-lo. Chegaram a apedrejar um carro da Polícia Militar porque pensavam que o adolescente estava em seu interior.

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