Preso membro do PCC acusado de 3 homicídios na Baixada Santista

A polícia anunciou nesta quinta-feira a prisão de mais uma pessoa acusada de pertencer ao Primeiro Comando da Capital (PCC) na Baixada Santista, Fabrício Patrício dos Santos, de 32 anos, conhecido como Buiu. Preso na tarde de quarta-feira, ele atuava no Guarujá e é acusado de participação de três homicídios, tráfico de entorpecentes, formação de quadrilha e furto. A prisão de Buiu ocorreu em Vicente de Carvalho, distrito do Guarujá, quando ele ia buscar com sua namorada alguns relógios furtados em janeiro do navio Safmarine Zambezi, revelou o delegado titular do Guarujá, Rubens Barazal. Os policiais já tinham o mandado de prisão preventiva contra ele e, assim que entrou no carro da namorada, recebeu ordem de prisão. Ela também foi presa por receptação de mercadoria furtada. Com essa prisão, a polícia espera esclarecer outros crimes na área de atuação de Buiu. Segundo o diretor do Deinter 6, Everardo Tanganelli Júnior, há provas de participação do acusado em três homicídios. Daniel de Oliveira Santana foi morto em 15 de janeiro do ano passado por pertencer a uma organização criminosa rival do PCC, o Comando Democrático da Liberdade, o CDL. No dia 7 do mês passado, José Ferreira da Silva foi morto e seu corpo, encontrado mutilado e queimado, sem os olhos e com os lábios dilacerados. Onze dias depois, Zenildo Francisco dos Santos, acusado de ser estuprador, foi condenado à morte pelo PCC e, segundo a polícia, Buiu teria determinado que ele tivesse as pernas e braços quebrados antes de ser executado. A ordem foi cumprida à risca e Zenildo morreu em conseqüência do espancamento que sofreu, depois de ter os membros quebrados. Buiu conversou com os jornalistas durante sua apresentação e negou a participação nos homicídios e no tráfico de entorpecentes, admitindo apenas a prática de furtos. "O 157 (artigo do Código Penal que define roubo sob grave ameaça ou violência) eu não faço. Só o 155 (subtração de coisa alheia), na moral, só no descuido. Não vou botar revólver na cabeça de uns aí para roubar celular ou relógio. Eu não, eu sou eu. Meu lema é paz", afirmou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.