Preso morre durante rebelião em Hortolândia

Um detento morreu e outro ficou ferido durante uma rebelião hoje na P3, uma das unidades de segurança máxima do complexo penitenciário do Estado, em Hortolândia, na região de Campinas. Durante o motim, seis funcionários foram tomados como reféns. A cadeia tem capacidade para 700 presos, mas abriga 821.A rebelião começou por volta das 13 horas, após uma tentativa de fuga frustrada. Segundo a Coordenadoria dos Estabelecimentos Penitenciários do Estado de São Paulo (Coesp), no final da manhã os agentes penitenciários descobriram um túnel por onde os detentos pretendiam escapar. Houve tumulto.Durante a confusão, duas gangues rivais se enfrentaram dentro da cadeia. O preso Edson Correa Alves foi morto com 25 golpes de estiletes. Outro detento, que não teve o nome revelado, sofreu ferimentos no braço. A Tropa de Choque da Polícia Militar cercou o prédio, enquanto o diretor da unidade, Caio Duarte Oliveira negociava com os detentos.Com os reféns em seu poder, os líderes do motim negavam-se a retornar para as celas. Eles exigiam a presença do juiz corregedor, Paulo Sorci, que chegou ao complexo por volta das 15 horas. Depois de duas horas, Sorci conseguiu que os amotinados libertassem os reféns e retornassem para as celas. Os detentos não apresentaram nenhuma reivindicação. Apesar do susto, os reféns foram liberados sem ferimentos.

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