Preso morre em cadeia no PR depois de ter matado policial

Valcir dos Santos Oliveira, 35, acusado de matar um PM no sábado, foi encontrado morto em sua cela

Evandro Fadel, de O Estado de S. Paulo,

10 de dezembro de 2007 | 17h50

A Polícia Civil de Umuarama, a 560 quilômetros de Curitiba, no noroeste do Paraná, investiga a morte do policial militar Jefferson Iozwiah Stackim, de 25 anos, ocorrida no sábado à noite, e a do acusado de tê-lo matado, o mototaxista Valcir dos Santos Oliveira, de 35 anos. Ele foi encontrado morto, na madrugada desta segunda-feira, 10, dentro da cela que ocupava na delegacia da cidade. "Vamos apurar todas as situações", afirmou o delegado da 7ª Subdivisão Policial, Fernando Martins. Ele aguarda os laudos do Instituto Médico Legal (IML). Segundo o delegado, Stackim foi atender a um chamado em razão de uma briga em um bar da cidade e encontrou Oliveira bastante alterado, aparentando estar sob influência de droga. O mototaxista foi colocado sem algemas no camburão para ser levado a um hospital psiquiátrico. Mas, quando a porta foi aberta, Oliveira apoderou-se da arma do policial, que estava na cintura, e acertou-lhe um tiro no peito. Stackim ainda foi levado para o hospital, mas não resistiu. Com um ano e meio na corporação, ele foi sepultado domingo em Irati, no sul do Paraná. O delegado disse que Oliveira tentou fugir, mas foi preso por populares e pela Guarda Municipal. Depois de autuado em flagrante por homicídio qualificado, ele foi levado ao hospital para receber medicação. Logo depois foi liberado, com o laudo descrevendo que possuía algumas lesões e estava agressivo e confuso. Segundo o delegado, a informação do hospital era de que ele se manteria calmo por cerca de dois dias.  No entanto, na madrugada desta segunda, os presos chamaram o plantonista dizendo que Oliveira aparentava estar morto. Levado para o hospital, a morte foi confirmada. "Ele tinha alguns hematomas, o inquérito policial vai verificar se foram feitos no momento da prisão ou se são anteriores", disse Martins. Exames toxicológicos também serão feitos em Curitiba.

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